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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Reflexos fotográficos - I

Foto Darrel Champlin - Santos/SP - Ponta da Praia
Se conheço outros mundos para dizer que são melhores ou mais bonitos que o nosso, não me lembro. Já tive  sonhos,  flash de lugares distantes que não sei onde é, além de experiências deixando esse corpo. Porém, minha memória real foi construída com as imagens que registro, através destes olhos físicos, ao percorrer os solos pelos quais meus pés caminham e pelas captadas por outros olhares, para que meus olhos trafeguem. Mesmo assim, sem outras comparações, eu afirmo:
QUE PLANETA LINDO E MAGNÍFICA DIMENSÃO  HABITAMOS!!!
Esta nossa vida seria outra SE os seres humanos soubessem apreciar as paisagens e seus detalhes, que vão das nervuras de uma folha às composições de duas muralhas, como desta foto... Uma flutuante a passar toda prosa pelo passado estático de outra muralha, que já foi um dia imponente e importante. Apesar das diferenças, ambas carregam a mesma carga; história.
É, lá vem o SE... Esses "SEs" também fazem viagens, aquelas da imaginação e intenção. Infelizmente os seres humanos, irmãos meus dessa viagem infinita, nesse momento de sua trajetória não sabem olhar, menos ainda contemplar... SE soubessem talvez não tivessem tempo, nem estímulo para realizar tanta destruição contra nossa própria raça e o solo que a abriga. 
Solo da linda nave incandescente Terra que em sua viagem pelo universo aceitou-nos como passageiros.
Passagem rápida com a duração de um instante do tempo cósmico …. Uma colorida e rica experiência que a grande maioria desperdiça.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alteração climática: um desmentido mais que conveniente.


Tem muita gente falando que essa história de aquecimento global é lorota, que o clima é assim mesmo, as emissões de carbono na atmosfera não influenciam em nada ou quase nada o clima do planeta, que as alterações são locais e não globais, que tudo não passa de um jogo de interesses e blá, blá, blá.

Sempre me pauto em buscar a verdade, mas até bem pouco tempo esse blá, blá, blá não levava a nada, a não ser embaralhar ainda mais um confuso meio de campo que já não sai do lugar faz um tempão.Tanto de um lado como do outro.

Só que na atual conjuntura este desmentido está servindo e muito bem servido àqueles que procuram aprovar o Novo Código Florestal do jeitinho que ele está. Será também um jogo de interesses?

Diria que no momento é um desmentido nada mais que conveniente; pré aprovação do Código pela Presidenta Dilma e nas véspera de mais uma glamourosa reunião internacional sobre Clima e Meio Ambiente, o Rio + 20.

Fico aqui a perguntar aos meus botões, pois não sei se em outro lugar conseguiria a resposta: Se é tudo lorota e todos esses cientistas que falam em aquecimento Global, alteração do clima, estavam errados? E o que esses outros que estão vindo ago propõe?

Espera aí... É certo, não têm nada a propor, pois o clima segue de forma normal dentro de suas anormalidades. Então, teremos o aval para continuarmos crescendo economicamente e salvar uma economia mundial agonizante,  pois em nada prejudicaremos nosso planeta como os malucos ambientalistas estavam propagando.

Conveniente pensar isso neste momento, não é?

Só que não acredito ter sido uma farsa a discussão sobre mudança climática, como muitos estão querendo agora nos convencer. Em ciência as conclusões são lentas e nem sempre é o que ela diz, mas como  usam o que ela diz, é o que faz a diferença. Os interesses manipulatórios que orquestram opiniões e pensamentos é onde mora o perigo. 

Isso me fez lembrar da tristeza de Santos Dumont, quando viu sua invenção servir para fins de destruição. Em uma carta de despedida dessa vida, ele diz:

"Àqueles que compartilharam comigo a tristeza dessa vida

O que adianta senhores, viver e não interferir na vivência das pessoas? O que adianta passarmos nesta vida como uma flecha, rápida e imperceptível? 

A verdade da vida consiste em fazermos parte, de atuarmos pelo bem do homem, e não como uma triste lembrança de mal agouro, que amarga os sonhos, assim como os ditadores do passado, a fome do presente e o pessimismo do futuro. Viver consiste no dia a dia, e não no amanhã. É atuar descompromissadamente a favor do próximo, pois já dizia o poeta “belo dar ao ser solicitado, porém é mais belo dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido”. 

Senhores, muito sofri. Fui utilizado como joguete, intensificando um panorama caótico e antropofágico. A escravização mental é um de nossos males, o apego ilimitável à materialidade nos corrompe, como a relva exposta ao fogo. Perdemos a noção do que é ético, pois a ética capitalista não preserva a existência da humanidade, ela é em si e por si. É a essência daquilo que de mal temos. 

Onde, digam-me, podemos encontrar um refúgio, um subterfúgio, a fim de nos mantermos invulneráveis daquilo que nos aflinge? No amor. No amor pelo próximo, no amor pela vida, no amor desapegado e sem interesse, pois daqui nada se leva, somente as boas (ou más) lembranças voluptuosas que levaremos para o Jardim do Éden, ou para algum lugar diametralmente oposto, mais profundo e odioso. 

Como sabem, associam minha imagem à daquele instrumento, que, doravante, considero um mero instrumento supérfluo e de utilização sobretudo beligerante. De quanto vale, pergunto-lhes, todo desenvolvimento tecnológico, se o homem não é a medida e o fim dessas coisas? Que ordem é essa que obriga o homem àquilo de mais desprezível e assustador? Se essa exacerbada materialidade nos conduz a um fim nocivo, por que tudo isso tornou-se um vício? 

Senhores, despeço-me de vossas mercês deixando uma mensagem que sirva de ferramenta para, mesmo que minimamente, alterar os seus dia-a-dias e suprimir, a partir do momento em que se tornem conscientizados de tais verdades, a corrupção do mundo: “O homem somente se faz homem na relação com o próximo. O alicerce nas relações é a confiança recíproca. E às vezes somos iludidos pela confiança, mas a desconfiança faz com que sejamos enganados por nós mesmos.

(Alberto Santos Dumont)"

Quem está certo nesse debate sobre o clima eu não sei, mas vejo por trás dessa discussão o verdadeiro problema: nosso sistema consumista. Toda essa propagação de ideias resgatou a discussão ecológica para nossa pauta diária. Isso é muito bom e espero que não retroceda.

Deixo aqui um vídeo que fala muito sobre esse nosso "jeitinho" consumista de ser.

Não há amanhã

sábado, 31 de março de 2012

Na Hora do Planeta lembre-se: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


Novamente a Hora do Planeta.... 20h30 às 21h30 apagamos as luzes de nossas casas, monumentos, etc … Ai, ai, ai.... Sou do tempo que se cantava “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

A Hora do Planeta é um ato simbólico promovido pela Rede WWF no qual governos, empresas e a população demonstram a sua "grande" preocupação com o aquecimento global, desligando as luzes durante esses sessenta minutos. Um momento para refletir sobre nosso estilo de vida e blá, blá, blá.

Fico a perguntar, de quantas horas precisaremos para mudar essa nossa relação? Será que temos tantos anos assim, para mais uma hora, outra hora... Oras bolas. Quem quer muda agora suas atitudes. Não espera.

Confesso que estou ficando sem paciência para esse tipo de ação e para acompanhar os inúmeros eventos internacionais para discutir tratados, planejamentos, acordos e na prática pouco tem sido feito. Ao contrário, no Brasil está para ser votado um Novo Código Florestal que vai nos levar a um grande retrocesso.

Porém, as luzes do Senado se apagarão... Vamos apagar as luzes do Cristo Redendor, ao todo serão mais de 546 monumentos, sem falar de prédios comerciais, empresas etc... Ato de fato simbólico porque, infelizmente, não mudará em nada nossa absurda realidade.

Mas gerará imagens. Vivemos ou não em um mundo de imagens, recortes e contradições? Uma ficção. Governos, empresas, pessoas muito preocupadas com essa questão vão produzir vídeos promocionais demostrando que ficaram no escuro... Quem sabe ganharão créditos na consciência!!!

Escuridão... Talvez esteja ai o símbolo real desse ato, pois é onde estamos. Que estranho! A cultura que emergiu com a energia elétrica é sem duvida a mais cega de todas. Deixou a razão às escuras para questões tão obvias como essa: somos dependentes da Terra e não ao contrário.

Mudou nossa relação com o planeta nos dando por um curto espaço de tempo, um pouco mais de uma hora, a estupidez necessária para causar sérios danos a ele. Um mundo cujas regras gira em torno do consumo desenfreado e desnecessário de matéria e mais matéria, extraída dessa Terra. Para as coisas a partir dessa matéria interferimos na atmosfera... Para descartá-la descarregamos me nossas águas. Abalamos um perfeito equilíbrio devido nosso desiquilíbrio ético. Mas, a Terra se regenerá. ;) Ela tem seus ciclos e processará sua cura independente desse elemento virolento que a habita. No fundo é o que somos para esse corpo que nos hospeda.

Mas, hoje vamos dar 60 minutos para pensarmos no Planeta.

Continuarei nessa hora a pedir o que peço a cada momento:

Perdão a nossa Terra por não escutarmos seus apelos e 

continuarmos navegando nesse mar de arrogância e estupidez.

Luz às mentes e corações humanos. 
Que essa luz penetre nossas células e
 nos leve a realizar mudanças necessárias em nossas vidas.






domingo, 12 de fevereiro de 2012

Novamente 2012 e as histórias sem fim de Fim do Mundo.


 
Hoje no café da manhã minha mãe veio com uma surpreendente notícia: “O mar vai invadir Santos em dezembro, passou uma matéria na TV e a L... (uma vizinha) colocou a casa a venda para ir lá para o interior de Santa Catarina”. Bem, não acho o interior de Santa Catarina um bom lugar para quem quer se proteger das águas, ao menos muita água tem caído por lá nos últimos tempos... pensei quietinha: “Até tu, mãe”. Calmamente fui responder a ela: “mãe, não é assim, falo disso há tanto tempo...”, ao que ela me interrompeu e disse: “mas saiu na TV”. Fazer o quê? O que significa minha opinião em comparação ao “saiu da TV”. rsr

Não faço muito o tipo da hiena Harty, mas tenho que dizer: “eu te disse, eu te disse, eu te disse”, porque enquanto via aquele bendito Globo Repórter, comentei com amigos pelo Face que esse programa iria dar problema.

Por que? Em seus 40 minutos conseguiram colocar mais lenha na fogueira, para não usar outra expressão grosseira que caberia melhor aqui. É um tempo muito curto para falar de tantos assuntos polêmicos. Sabe aquele jogo de "mina" que vem em quase todos os computadores? Pois bem, no primeiro click explodiram tudo de uma vez. rs

Seriam necessários muitos programas para exaurir todos os assuntos de forma clara, estruturada, objetiva para  elucidar alguns fatos, como no caso das explosões solares e seus efeitos sobre a Terra. Inclusive, um dos entrevistados disse que o sol influencia nos terremotos terrestres. Isso, até hoje não foi comprovado e é absolutamente especulativo, leviano e sem fundamento algum fazer essa afirmação. Mas, quando alguém a faz em um programa com essa audiência, passa a ser “uma verdade”; saiu na TV.

Sim, saiu e corre aos ventos mais uma demostração da irresponsabilidade de nossa mídia

O problema é que as pessoas têm um encantamento por essas teorias apocalípticas, apesar do medo. É tipo atração fatal, não faz bem, não quer saber, mas ficam antenadas a tudo que diz respeito. AH!!. Não me excluo, só que desde que me entendo por gente aprendi a mergulhar fundo nos assuntos que me envolvem e não ficar na superfície recebendo informações da mesma forma que uma esponja absorve a água.

Percebo que para muitos parece ser uma benção que o mundo simplesmente acabe devido a um decreto divino, um mega terremoto, uma super explosão solar ou qualquer outro evento que elimine seus problemas, suas responsabilidades e suas culpas em um simples Bummmm.

Daria menos trabalho do que  transformar nossas vidas. O mundo que percebemos com nossos corpos aqui encarnados, ao final, é a soma de todas as vidas que estão nesse momento sobre o planeta. Nosso mundo é o reflexo da somatória do que Somos e manifestamos, temos a responsabilidade por nossos atos e nossas escolhas.

O sistema é ruim, injusto, imperfeito? Sim, ele representa a nossa própria imperfeição. Nos ver nesse espelho pode ser insuportável.

Seria bom que toda essa história sem fim de fim do mundo, auxiliasse ao menos na reflexão sobre que mundo queremos, ajudando a transformá-lo através de nossa transformação. Se isso estiver acontecendo teremos de fato o Fim desse Mundo e nascerá outra civilização nesse Planeta, porque seremos outros. Por isso prefiro falar em começo de um Novo mundo.

Consciências despertadas para relações saudáveis e fraternas com o meio, com nosso Ser e com os outros Seres. O que seria a natural evolução.

Como estamos longe da percepção do eterno e mundo algum é para sempre, assim como não o é essa nossa vida, essa conversa se espalha de forma irresponsável, agregando outros problemas aos já existentes. O medo leva a fugas e outras formas destrutivas de luta pela sobrevivência. Como vemos em filmes de catástrofe, a histeria mata mais que os eventos em si. A insegurança, falta de perspectiva, de amor, respeito ao próximo e conhecimento pode agravar problemas já muito sérios em nossa frágil sociedade.

Uma sociedade muito fragilizada, cujos valores que a sustentavam parecem estar desintegrando como se estivesse apodrecendo. Talvez porque já passou o tempo de mudarmos.

Bem, faz tempinho que não escrevo em meu Blog... Falta de tempo, outras tarefas e muita reflexão; mergulhos. Escrever só por escrever não é meu objetivo aqui, nem em qualquer outro lugar. Mas, voltei hoje para comentar sobre esse assunto e deixar uma palestra muito boa de Eckhart Tolle, sobre 2012 e o Fim do Mundo.
 
Essas palestras não são exibidas na TV, não dão audiência, mas são imensamente esclarecedoras. Espero que ajude na reflexão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

La Belle Verte um belo filme para esses tempos


“La Belle Verte" é uma produção francesa,  de 1996, que teve Caroline Serreau como protagonista e diretora.... Uma bela fotografia, principalmente humana, uma bela música e uma mensagem muito atual, tudo isso feito com pouco investimento. Quase um pequeno conto, diria... Mas, que faz criticas muito interessantes sobre a nossa sociedade. Muita coisa que discuto em meu blog encontrei nele e por isso o inseri.

Aqui no Brasil o título como sempre foi horrível: “Turista espacial”. Aff. Acho que foi por isso que nunca o vi..rs

A história é simples, mostra uma civilização em um outro planeta, muito mais adiantado que a Terra..rs Se considerarmos adiantamento diferente dessa visão tecnológica de nossa civilização, onde progresso está relacionado com máquinas e intervenção em nosso meio ambiente. Ali, o homem se relaciona com a natureza em harmonia total, porém, parece que passou por várias outras etapas parecidas com a nossa, com a diferença que aprenderam rápido e conseguiram consertar os erros a tempo...rs É uma ficção que muito bem poderia virar realidade por aqui!

A mensagem que me passou é que o simples é belo e o homem consegue desenvolver em si o que precisa para sobreviver.

Ele começa em uma assembleia planetária anual, onde são tomadas várias decisões, entre elas as viagens para outros planetas. Há 200 anos ninguém quer vir para Terra e é muito engraçado como se comportam quando surge a pergunta: “Alguém quer Terra?”... O silêncio se faz e quase nem se mexem. Por um certo motivo um personagem resolve vir para cá e essa aventura cercada por uma crítica com tom satírico é o desenvolvimento do enredo.

Não vou comentar muito porque perde a graça. Talvez nos comentários a gente possa dizer mais algumas coisas..rs

Só lembrando que recebi a indicação do filme por e-mail do site de Anjos da Luz. Grata, fadinha.

 LA BELLE VERTE
 










domingo, 9 de outubro de 2011

Afinal, tudo que é sólido está mesmo a se desmanchar


 
Tenho dito algumas vezes que se existe perigo de colapso no momento não é da estrutura física da Terra, essa independe de nossa vontade está seguindo o seu ciclo. Por isso, natural. O perigo está nas estruturas frágeis de nossa civilização, a começar pelo sistema econômico, onde se percebe os verdadeiros abalos que podem nos impulsionar a mudanças radicais, quem sabe uma dessas mudanças seja a nossa maneira de relacionamento com nosso meio natural.

Vejam, que construímos um mundo a parte de um outro mundo que existe independente de nós humanos, porém, é o que nos sustenta. Não soubemos nos relacionar em harmonia e integrados com esse mundo verdadeiro de bases sólidas e engrenagem perfeita, o trocamos por um modelo de vida baseado em ilusões, sendo a principal delas a de termos domínio sobre esse pequeno globo que vive na órbita de uma linda estrelinha chamada Sol.

Vivemos por alguns poucos séculos, principalmente no último, consumindo desenfreadamente nosso meio de vida - os recursos do planeta - sem nos importar com as consequências. Tudo em nome de um sistema econômico que estava fadado ao fracasso desde o início. É bom lembrar que desse consumo exagerado boa parte de nossa civilização esteve a margem, pois, para que todos aqui na Terra consumissem no mesmo padrão como o da chamada classe média, seria necessário uns quatro planetas para serem consumidos e destruidos.

Marx e Engel e outros pensadores já falavam desse possível colapso. No famoso Manisfesto Comunista tem um trecho que considero profético, se vemos profecia como um senso de observação aguçada que nos faz vislumbrar o que teremos a frente. Nele diz:

“Tudo o que é sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas”.

A solidez ao qual fazia referência era a das ideologias tão enaltecidas e preservadas em determinados momentos, as formas de governar, aos modos de produção e estruturas que pensamos serem sólidas. A história mostra que todas rompem-se e caem. Para eles, com o capitalismo não seria diferente, teria um ciclo que como de todos os anteriores chegaria ao seu final. Como vemos, vivemos de ciclos fechados que se esgotam em si mesmo. Falei disso no post anterior, Reaprendendo com as estrelas.

O erro desses pensadores foi pensarem na época que o sistema já estava morrendo e seria trocado por outro que chamaram de socialismo. Só que o capitalismo ainda tinha muito fôlego, duraria enquanto tivesse o que consumir, sendo esse o princípio pelo qual baseia sua estrutura: Consumir, consumir, consumir, em uma cadeia que devora a si mesmo.

Dando continuidade implantou-se em um certo momento a ilusão que consagrou o delírio pelo Ter e nele concentrou-se o Poder. Quem mais tem, obtém o Poder. Querer é Poder, não importando o que se queira. Então, na desenfreada modernidade, tinha-se que querer cada vez mais coisas, para alimentar a rede devoradora até o ponto de transformar tudo em supérfluo.

Para aumentar as possibilidades de consumo que não se sustentava mais em objetos, começou na pós-modernidade o consumo de conceitos, ideias, pensamentos, levando a um culto ao narcisismo e ao corpo. Não a saúde, mas a conceitos forjados de beleza que como tudo se desmanchava a cada estação. Nesse ponto a vida tornou-se superficial, até mesmo as relações humanas ficou ao nível da banalidade. Sem firmes alicerces fica mais fácil derrubar construções para colocar outra no lugar.

Mesmo assim, precisava de mais velocidade, essa é a palavra-chave na sociedade da informação. A informação passou a ser mais uma mercadoria de grande escala de consumo. Não precisa saber, não precisa entender, não precisa pensar, é só consumi-la e achar que se sabe alguma coisa.

A relação com o tempo muda e as relações entre pessoas passaram a se desenvolver em outras plataformas.

Nesse ponto o sistema caiu em uma armadilha, porque ao contrário do que propagava, o poder durante todas as épocas da história conhecida, nunca esteve nas mãos de quem tinha mais posses, mas sim, nas mãos dos detentores dos meios de acesso as informações e ao conhecimento. Sempre foi assim, desde o início da escrita. Mas, essa é outra história que talvez insira em meu blog qualquer dia.

Voltando ao início, exatamente agora que existe um colapso anunciado no sistema econômico, a Terra apresenta de forma mais acentuada as alterações climáticas. Será coincidência?

Mesmo que existam divergências entre cientistas do quanto colaboramos para isso, o certo é que estamos sofrendo as consequências desse mal relacionamento com o meio ambiente. Fomos no mínimo incapazes de manter uma integração com ele para nos adaptar aos seus ciclos.

Nesse momento também, o acesso a informação que foi disseminado aos quatro ventos, deu origem as redes sociais, onde vemos de tudo, inclusive pessoas com afinidades de pensamentos ao redor do mundo passando novos conceitos e organizando movimentos.

Elas já deram sinais de que não são fogo de palha, e mais um exemplo está sendo dado com os protestos contra Wall Street que se propagam pelos Estados Unidos e já cruzam o oceano Atlântico. Na Europa encontrará muito combustível para grandes explosões, onde países como a Grécia, Espanha, Portugal e Itália já enfrentam sérios riscos de um colapso econômico. Na Alemanha os protestos já estão sendo marcados.

A solidez desse sistema está evaporando pelo ar, não pelas chaminés das fábricas, como as imagens sugeridas pelos seus questionadores no século passado, mas pelo seu esgotamento e pela disseminação binária.

Como no conto de Matrix, a realidade está começando a permear as consciências humanas, gerando muita confusão de ideias, incomodos e medos desconhecidos. Caso isso aconteça que não teremos muitas escolhas, como não tiveram milhares de seres que viveram em condições de miséria em nosso planeta devido as desigualdade implantadas por esse sistema. A pilula vermelha será enfiada goela abaixo! Só resta saber como reagiremos, como enfrentaremos essas mudanças que irá terremotar nossas estruturas. 

Espero que a outra frase desse texto se tranforme em realidade: 

“e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas”, incluiria aqui: e com o seu meio ambiente.

Que a solidariedade e a lucidez finalmente se faça presente!

Deixo aqui um trecho da Declaração de Ocupação de Wall Street, onde diz o seguinte:

"Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico".

Ou será que esse sistema ainda tem mais algum gás para ser queimado? Veremos!


E aqui a música We Are The 99%, de Jeremy Gilchrist, 
que se torna um hino do movimento de ocupação de Wall Street.

sábado, 8 de outubro de 2011

Uma vacina chamada Elenin


Tentativa de achar Elenin na madrugada de 06 de outubro
Passamos mais um Setembro e iniciamos a contagem regressiva para o início de 2012. Lojas já se preparam para o Natal e apesar de parecerem apressados talvez estejam certos, o ano passou muito rápido e logo 25 de dezembro de 2011 será passado.

Em setembro vimos mais um mito meteórico ser aniquilado pela estrela Sol. Pobre Elenin! Sinto por ele e por não termos podido ver aqui da Terra, mesmo com equipamentos, as imagens de mais um cometa. Sempre um belo espetáculo a nos lembrar que também somos navegantes nesse universo desconhecido.

Segundo dados divulgados por Leonid Elenin (o descobridor do cometa), em 6 de outubro houve uma tentativa de localizá-lo, mas não foi possível. Vários fatores impediram e a sua magnitude está muito maior do que se imaginava. Esperava-se, no caso dele não ter se desintegrado quando levou uma lambada solar, que estaria na magnitude 12 sendo ainda visto com facilidade pelo telescópio que o encontrou. Porém, ao que tudo indica se algum fragmento resistiu deve estar agora na magnitude 15. Lembrando que nesse caso quanto maior a magnitude menor o brilho.

O capítulo atual desta novela poderia se chamar “Procura-se Elenin”. Mais informações podem ser obtidas no site do Apolo 11, onde acompanho cena a cena essa história que andou tirando o sono de muita gente.

Só quero dizer que não sou a favor da censura, como já li em comentários a meu respeito, devido as criticas que faço sobre essas divulgações irresponsáveis. Mas, da mesma forma que sou pela liberdade de expressão sou a favor da responsabilidade do que se divulga. Agora que todos podem divulgar a vontade o que querem, deveriam também aprender a se responsabilizar pelas consequências de suas informações, já que palavras jogadas ao vento acabam criando vida própria.

Aos que se dizem espiritualistas e falam sem medir as consequências, lembro apenas que existe uma lei chamada carma e nela o preço da irresponsabilidade é cobrado. Por isso, os verdadeiros espiritualistas que conheço e nos quais confio falam o menos possível (com raras exceções devido a tarefas), pouco aparecem e vivem a maior parte de seu tempo em trabalho duro, oração e meditação.

O receio que tenho em casos como esse do Elenin, é que me lembram a história do Joãozinho mentiroso, que ouvi diversas vezes na minha infância e acredito que muitos a tenham escutado também pela voz de seus pais e avós.

Relembrando: 

“Joãozinho era de um menino que vivia mentindo. Uma de suas mentiras favoritas, para chamar a atenção sobre si, era gritar por socorro dizendo que o lobo o estava pegando. Quando seus familiares ou amigos chegavam apavorados para ajudá-lo, ele ria dizendo que foi brincadeira ou engano. Um dia ele gritou por socorro e ninguém se incomodou pensando que mais uma vez, ao final, teria sido bricadeira, mais uma mentira de Joãozinho. Porém, naquele dia era verdade e Joãozinho virou comida de lobo”.

É isso. De tantos alertas infundados quando tivermos um real, será que acreditaremos?

Espero que o vírus do medo que veio na calda do cometa Elenin, que rapidamente provocou tantas inquietudes, ao final tenha se transformado em  vacina contra futuras estórias que virão para trazer a desinformação e a instabilidade emocional dos terraqueos, impedindo-os de ouvir a voz da razão e principalmente de seus corações.

Que a vacina Elenin, sirva para imunizar pessoas que inocentemente se deixam contaminar por essas maus contadas estórias que circulam pela rede e as ensinem a filtrar as informações e acreditar um pouco mais em seus corações e por que não também na ciência dos homens.

Essa ciência pode ser ainda primária se comparada com o que podemos alcançar e necessitamos saber, mas é parte de nossas conquistas. Falível ela é, por ser espelho de nossa civilização, porém, ainda é melhor do que nada e fruto de muito trabalho de seres inspirados que dedicaram suas vidas para proporcionar um pouco mais de luz às nossas mentes. Então, algum crédito ela tem que ter. Afinal, estamos aqui nesses tempos desenvolvendo também nosso cérebro e mentes.  

E se um dia de fato estivermos sendo ameaçados, sejam por fatores externos ou internos da Terra, ou pela própria instabilidade de nossa civilização, se já estivermos sintonizados e alinhados em nossos corpos mental e emocional, nada temeremos, pois saberemos como agir. Como sempre digo é esse o alinhamento pelo qual devemos nos interessar, dos outros tem quem cuide.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Criando Núcleos Comunitários de Defesa Civil - NUDEC's

A pergunta

Há pouco tempo descobri a Defesa Civil. Sim, descobri, porque existe uma distância incrível entre saber da existência e tomar consciência desse trabalho, sua necessidade e abrangência dentro do contexto de uma comunidade.   Com certeza passei a vê-la com outros olhos.

Aconteceu que a partir das reflexões que faço em meu blog e no Painel Global, sobre questões que podem acarretar certas catástrofes ambientais, comecei a perguntar: o que de imediato podemos fazer para amenizar as conseqüências dessas ocorrências,  já que  não as podemos evitar?

Afinal, mudar o ciclo do planeta, não podemos e nem devemos,  até por essas interferências desarmonizamos e prejudicamos muito esses processos natural. 

A Terra, como um sistema vivo, busca proteção contra certos ataques. Mudar comportamentos, viver em harmonia com a natureza que nos cerca , trabalhar em busca de um conhecimento maior de nós mesmos, tudo isso são passos que dependem de cada um e que fariam a diferença caso fosse a prioridade de um maior número de seres humanos. Mas,  o que vemos é uma desconexão total desse objetivo, que para muitos nem passa pela cabeça.

Sempre penso que talvez seja mais fácil mudar de planeta do que mudar a consciência dos humanos do Planeta. A maioria vê essas catástrofes como espetáculo dramático. Fica na memória como algo distante e pôr vezes incompreensível,  no máximo como um bom momento para exercitar a solidariedade. Manda-se alimentos, roupas... Mas, está láááá, num reino bem... Bem..  distante.

Só que tudo muda quando a tragédia bate a porta.  É quando se descobre que podia acontecer com qualquer um e não apenas com aquele, que não se via direito nem o rosto pela TV. 

O fato

Após começar a fazer essa pergunta recebi uma resposta, lendo uma pequena matéria no Diário Oficial de Santos, sobre um curso da Defesa Civil para formação de NUDEC's.

Achei interessante e guardei a pequenina matéria, que chamaria de nota e fui atrás de mais informações. Descobri então algumas ações e planejamentos a nível nacional,  que começam a serem realizados dentro dessa perspectiva de prevenção.

Vejam, todos os grandes acidentes nos últimos anos no Brasil, que ocasionaram grande número de mortes e destruições poderiam ter tido outro resultado se houvesse  monitoramento, acompanhamento e educação ambiental.

Não digo educação ambiental, dessas que já estamos nos habituando a conhecer, que parte do macro para o micro. Mas, de uma que caminhe no sentido oposto,  que nos faça consciente do meio ambiente no qual habitamos, partindo de nossa casa para nossa rua, para nosso bairro, para nossa cidade, nosso Estado, nosso País, nosso continente, nosso Planeta.  Quais problemas temos em nosso quintal, em nossa habitação que possa de alguma forma ocasionar riscos? Em nossa rua? Em nosso bairro?... Então, o que de imediato e concreto podemos fazer é conhecer,  prevenir e educar o máximo possível para enfrentar esses riscos localmente.

É o que acontece no Japão, no Chile, nos EUA e tem evitado um número maior de vítimas fatais. Em contrapartida, vejam o que aconteceu  no Haiti,  veja o que acontece no Brasil a cada ano devido as águas da chuva. É que o clima está mudando?  Então, está na hora de mudarmos também e sermos mais conscientes de nossas tarefas.

A Defesa Civil é o órgão organizado que capacita para essa  prevenção e ação,  sendo as NUDEC’s os olheiros e apoiadores dela nas comunidades.


10/03/1958 - desabamento de parte da encosta do Monte Serrat/Santos/São Paulo



Sobre NUDEC


Para situar as NUDECs, temos que entender  como funciona o Sistema de Defesa Civil no Brasil.

Ele está diretamente subordinado ao Ministério de Integração Nacional, em Brasília. Esse Sistema é integrado pelas coordenadorias Estaduais de Defesa civil (Cedec) que atuam em cada estado. Nos municípios, este trabalho é de responsabilidade da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec). Dentro do município, cabe a Prefeitura o papel e a responsabilidade de incentivar a criação dos Núcleos de Defesa Civil (NUDEC).

Este é o elo mais importante e base desse Sistema, pois é formado por cidadãos da comunidade, através do trabalho voluntário em ações preventivas e educativas. Esses cidadãos recebem treinamentos que possibilitam identificar riscos locais, além de prestar socorro imediato nas situações de calamidades e emergências.

Em todo o Brasil existem municípios se mobilizando para a formação desses Núcleos.

Em Santos, de acordo com informações do Coordenador de Riscos Geológicos, Ernesto Tabuchi,  estão ativos seis (Caruara, Tiro Naval, Monte Serrat, Mangue Seco, Ilhéu Baixo e São Manoel), e cerca de 10 em formação. “A pretensão é difundir por toda a cidade, com enfoque em áreas mais vulneráveis. A expectativa neste ano tem sido superada“, segundo ele o motivo do aumento de interesse, foram os eventos dos últimos anos no Brasil, sobretudo na região Serrana do Rio.

O Coordenador explica que para a organização dos NUDEC’s é necessário o mínimo de 10 pessoas da comunidade que possam trabalhar em conjunto. Ou seja, não adianta terem 10 pessoas que morem na comunidade, porém, afastadas uma da outra. Existem bairros grandes que comportam vários núcleos, sendo a proximidade desses agentes importantes para as ações imediatas.

“Não há um limite pré estipulado para a formação desses Núcleos, porém, pretendemos formar pelo menos 10 grupos por ano”, afirma Ernesto, destacando que os critérios são baseados no voluntarismo e compreensão do espírito do trabalho.

"Ser um NUDEC (Núcleo de Defesa Civil) significa ser um agente voluntário da Defesa Civil para ajudar na prevenção e difusão de informações em sua própria comunidade, tornando-a mais segura, a partir do momento em que as pessoas passam a praticar ações neste sentido", diz Ernesto, concluindo que  este é o elo de ligação entre a Prefeitura e o local onde mora.

Vista da orla da cidade de Santos com formação de uma tempestade


O Curso  para Formação de NUDEC’s em Santos

Estão abertas as inscrições para os próximos cursos que serão realizados nas 
três primeiras segunda-feiras de Agosto,  dias 01, 08 e 15
19hs,
no CAIS (antigo Colégio Santista), Rua 7 de Setembro, 34. 
Telefone para inscrições 3208-1000 e 3208-1043.


Crédito Foto Sandra Silva
Segundo o Coordenador de riscos geológicos da Defesa Civil de Santos, Ernesto Tabuchi, nesse novo formato já foram realizados 11 cursos, desde 2008, tendo participado cerca de 200 pessoas. Porém,  conforme informação da coordenadora do Curso, ainda não conseguiram atingir o interesse da população de áreas como os Diques, onde existem elevados riscos, tanto de natureza humana social, quanto naturais.

No mês de junho fiz o curso e nessa minha turma participaram mais de trinta pessoas de diferentes bairros, idades e níveis de conhecimento.

No Primeiro dia tivemos Noções de Primeiros Socorros com a enfermeira do SAMU, Lilian de Oliveira Tomaz. Os assuntos tratados foram desde os procedimentos de emergência quando houver parada respiratórias até os procedimentos nos diversos tipos de queimaduras. Quase quatro horas de muita informação.

Crédito Foto - Sandra Silva



No Segundo  dia foi o Sargento Clóvis Vieira de França,  quem deu aula sobre Prevenção e Combate a Incêndio, com direito a demonstração prática dos diversos tipos de extintores e sua aplicabilidade. Sempre é bom lembrar que os riscos de incêndios em comunidades da Região, devido aos “gatos” nas redes elétricas, são uma das principais ocorrências; conhecidos como Acidentes Humanos de Natureza Social.

Crédito Foto - Sandra silva
Crédito Foto - Sandra Silva


No Terceiro dia foi sobre Noções Básicas de Defesa Civil, palestra realizada pelo Coordenador de riscos geológico, Ernesto Tabuchi. Além de falar sobre a organização da Defesa Civil, as fases em que atua, conhecemos o que são fatores de risco e os principais problemas da cidade. Ao final o convite para que todos participem da ativamente em suas comunidades e auxiliem na formação dos Núcleos.

Crédito foto - Sandra Silva


Posso dizer que gostei muito das informações dadas e da forma como foram expostas, nada cansativo para um curso de segunda-feira a noite. É um tipo de conhecimento que independente da futura atuação dos participantes, lhes serão úteis na vida diária.

Para mim, serviu também para pegar mais um fio de uma tela que se forma em minha consciência. Um dos diversos fios de um tear que se unem formando o desenho de um só tecido. Com isso, cresceu ainda mais a necessidade de pesquisar e agir, pois de que adianta ficar prevendo e comentando os riscos se nada fizermos de concreto para amenizá-los. Um primeiro passo que dou é esse, levar a conhecer através de meu blog esse trabalho.

Por isso, a partir desse post, estarei também disponibilizando páginas para postar notícias relacionadas a essa questão. É uma forma de divulgar, por mínima que seja, mas, espero que auxilie como o serviço de uma formiguinha carregando sua parte para o formigueiro.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudando Paradgmas VII - Contra a Sindrome de Gabriela, só uma vacina de Metamorfose Ambulante.

foto de Laurent Laveder
Tenho visto nos últimos anos falarem sobre catástrofes que a Terra poderá sofrer nos próximos anos... Ou melhor, no próximo ano.

Sobre isso, não nego que pode até acontecer pelo simples motivo que está dentro das probabilidades. Vivemos em um mundo de incertezas e não das certezas, pois nossa visão é muito superficial e limitada. Então, tudo é possível, até chegarmos ao ano de 3012, prevendo o fim do mundo.

Nenhum grande e verdadeiro místico disse, ao menos que me lembre, que existe uma data fixa para o que alguns chamam de finais dos tempos.  O que sempre dizem, é que tudo pode ser transformado de acordo com a transformação da consciência humana.  E mais que isso, que todo fim traz um novo início, ou seja, nada acaba, apenas se transforma.

O maior problema é que perdemos o fio da meada. Perdemos nosso contado com o SER e condicionamos nosso modo de vida ao TER.  Assim, nossa sociedade Ocidental se formou e transportou para outros continentes e culturas, esse jeitinho estranho de ver a vida, onde não somos a vida e sim  temos a vida. Indo por esse caminho, quem tem pode perder.


O fato é que hoje sabemos da necessidade de mudar nossas atitudes e modo de nos relacionar com  o meio no qual  vivemos...Com urgência. Afinal, nossa civilização é quem está destruindo o Planeta, sem a necessidade de interferência externa.

Por sua vez, o Planeta, o Sistema Solar e o Cosmos têm seus ciclos. Eles se movimentam, se transformam em  conjunto; uma rica e harmoniosa interação de todos os seus elementos.  Sobre a superfície da Terra espécies surgiram e se extinguiram, ou tiveram que se adaptar seguindo essa corrente cíclica.

A VIDA  me diz que ela é mutação constante. Isso não é ficção, é puro fato.

Com certeza , com tudo que vem ocorrendo na Terra e em nós, devido a exploração dos recursos naturais, para manter uma economia baseada no consumo desenfreado, essa química planetária deve estar procurando por compensações. Como diz meu amigo Rezende,  da mesma forma que nosso organismo reage, quando doente, a Terra também procura por mecanismos para se recuperar. Assim como é o microcosmos, também é o macro.

Porém, enquanto tudo ao nosso redor continua mudando e seguindo seu curso,  nós humanos fomos contaminados por uma grande letargia,   que pode ser chamada de   
Síndrome de Gabriela. Equivocadamente pensamos: 
“Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim”.  
Ou seja, não mudaremos. 



Precisamos com urgência de uma vacina contra essa síndrome, quem sabe uma dose dupla de Metamorfose Ambulante, para equilibrar esse pensamento de que mudar é impossível.



domingo, 5 de junho de 2011

Mudando Paradigmas VI: Tire o possessivo "Nosso" do meio ambiente.

Faz tempo que vejo, escuto e leio muitas explicações sobre a necessidade de preservar o "nosso" meio ambiente, como se fossemos separados dele. Como se esse “nosso” Meio Ambiente, pertencesse ao ser humano. Algo que temos que preservar para podermos continuar utilizando.

Não acredito que estamos aqui para utilizarmos os recursos do meio do qual somos parte e sim, para nos relacionarmos com ele de forma harmônica. Nessa relação cada um tem o que precisa.

Mudar o paradigma aqui é tirar o “nosso”, pronome possessivo, dessa expressão e começarmos a pensar que não temos um meio ambiente, pois também somos ele. Tudo, inclusive nós, fazemos parte de um sistema equilibrado e que segue seu plano independente dos nossos quereres.

Talvez assim, comecemos aos poucos a mudar essa relação depredatória e caminhemos para um equilíbrio necessário com os elementos da vida que nos cerca. É impossível? Talvez. Mas a vida dá lições e a Terra não é um planeta morto. Ela ainda é uma adolescente em nosso sistema e evului, dentro de seu ritimo.

Como mudar? Não sei.

A vida é simples e nos dá o que precisamos na hora exata. Foi isso que aconteceu hoje. Escrevi essa parte acima, e fiquei pensando na melhor maneira de explicar o que penso, sem complicar com teorias e demais filosofias. Eis que no Talk do Painel Global, onde participo, a Mary deixou um texto que encaixou como uma luva.

Ele foi escrito pela professora Marineusa Gazzetta, da UNICAMP, que pediu licença para anotar as palavras ditas a ela pelo índio Kapjêre Jõpaipaire, da tribo parkatêjê, do Pará.

Veja o que diz nosso irmão da Floresta, sobre o meio ambiente no qual ele e todos nós vivemos.

'"No verão esquenta e a água sobe; o corpo está quente e a água sobe; de noite esfria e volta de novo a água no corpo da gente. O calor da água está em tudo: em nós, na madeira, nas plantas e sobe e vai juntando. Forma nuvem. E quando está no dia da chuva, cai pra nós bebermos, para os animais, para as plantas...

A madeira (o mato) é nosso pai, dá a produção pro filho comer e defende a gente. A terra diz: 'Eu sou a mãe de vocês; agora vocês têm que me gostar e me usar para viver.' A terra é nossa mãe - cria a gente. A terra quer que a gente produza para comer. A terra - não sabemos de demarcação - não tem limite, é aberta. Índio anda 60 quilômetros num dia. Mato diz pro filho: 'Olha, filho, eu vou me produzir pra você comer, mas você tem que me olhar e não deixar me prejudicar.'

O céu é nosso irmão mais velho. Ele manda na chuva e manda a chuva pra nós, pra beber, molhar as plantas, criar peixes, tomar banho, lavar...

A mata é um lençol para nós, por isso índio morava na mata. É saúde.

O sol é forte, traz doença e o vento carrega a doença pro mundo (não é só para o índio); a mata atrapalha o vento e não deixa passar a doença.

Agora não tem mais mata. Por isso está aparecendo muita doença."
 
Essa explicação foi dada por um irmão da Floresta, e eis o trecho de um filme onde é explicado a visão Sistêmica da vida, que  havia separado para inserir aqui nesse post. O Ponto de Mutação, baseado no livro do mesmo nome, de Fritjof Capra.
 
Depois me diga, se tudo não é mais simples do que pensamos? O difícil é mudar a forma como vemos e nos relacionamos com nosso mundo. Ou seja, mudar paradigmas.
 
 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Código Florestal, só indignação não basta.

Expressar indignação sobre a posição do Congresso Nacional em votar a favor do novo Código Florestal é quase um ato reflexo. Temos que ir além do instintivo e partir para uma ação racional e organizada a fim de impedir esse massacre sobre o que resta de nossas matas e florestas. Ou seja, nossa vida.

Por isso, abaixo, relaciono alguns passos para que você ajude no protesto para barrar a sua  implantação.

No meu post de 25 de maio, "Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, desastre pouco é bobagem", disse que “a burrice levará ao desastre”, mas a nossa acomodação será um ato de covardia que referendará essa burrice. Depois, de nada adiantará reclamar.

Para aqueles que têm dúvidas sobre as intenções dos que defendem o novo Código Florestal, basta lembrar a morte de três brasileiros que lutam (tempo presente, mesmo) pela preservação das florestas, que aconteceram nessa última semana. São eles, José Cláudio Ribeiro da Silva, sua esposa Maria do Espírito Santo e Adelino Ramos.

Esse é o Cláudio. Sim, é.


Sinais dos tempos que virão? Humm.... Quem poderia responder essa pergunta é só o tempo. Porém, não vamos deixar que ele o faça.

Digo apenas, que podemos não saber votar, ainda, mas já aprendemos como protestar e mudar o rumo da história. Exemplos não faltam.

Essa é nossa arma. A força que temos quando gritamos juntos manifestando nossa vontade em alto e bom som. Ainda temos tempo.

A Dilma disse que irá vetar, mas precisará desse apoio, assim, como o Senado precisará saber que nós também não estamos para brincadeira.

Em vários lugares já estamos nos organizando.

Veja a agenda do movimento online que está circulando

no faceboock

PROTESTO NA INTERNET e em outros meios

- 1ª etapa

5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Vamos demonstrar nossa indignação ao novo código florestal, que tapa os olhos para o desmatamento em prol de interesses econômicos de alguns.

No dia 5 de junho, use esta imagem em seu perfil (minha sugestão é que se use essa imagem em todos os seus perfis online)


 Escreva em seu mural “Eu apoio o Veto” ou "Sou contra o novo código florestal".

2ª etapa

A segunda etapa é assinarmos as petições e abaixo-assinados, além de enviarmos o maior número de e-mails aos senadores solicitando apoio e pedindo alterações no código, como a não redução das APP, a obrigatoriedade de permanência das Reservas Legais em qualquer propriedade, e a não anistia aos desmatadores.

Os endereços de e-mails dos Senadores estão logo abaixo, ou
e em 30 segundos mande mansagem à todos eles de uma só vez.

Também mande para a Presidenta Dilma um
(vai dar link inseguro, mas pode prosseguir sem medo)
3ª etapa


E a terceira etapa são os protestos que ocorrerão nos dias de votação e dias previamente divulgados, não só em Brasília, mas em todas as cidades onde se deseje mobilizar as pessoas para se conseguir mais assinaturas contra os trechos criminosos deste código.

Na medida do possível estarei divulgando em meu blog a agenda das manifestações.

No momento é essa :

São Paulo - 5 de junho, das 14:00h às 18:00h - Vão-livre do MASP

Rio de Janeiro - 5 de junho às 14:30h - Orla de Ipanema - posto 9 -
Informações

Curitiba – 5 de junho às 14h30 - Parque Barigui –
Informações

Taubaté (SP)- 4 e 5 de junho - Praça Santa Terezinha -

Belo Horizonte - 5/6/2011 ÀS 14:30h - Praça 7

Porto Alegre (RS) - 04/06/2011 às 17h - Largo Glênio Peres.

Vítória (ES) - 04/06/2011 às 17h - 3ª Ponte - Pedágio - Vitória, Espírito Santo.

Franca (SP) - 04/06/2011 das 14h30 às 16h30 - Praça da Matriz.

Onde não inclui informações é que são links do facebook

Saiba mais

- Link do Código

- Veja Também a cartilha explicativa sobre o Código Florestal

Videos explicativos:

Código Florestal em perigo

Matéria sobre o "novo" Código Florestal - TV USP Piracicaba

Riscos e retrocessos das mudanças propostas para o Código Florestal

 
Eis os emails dos senadores:
acir@senador.gov.br; aecio.neves@senador.gov.br; aloysionunes.ferreira@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; ana.amelia@senadora.gov.br; ana.rita@senadora.gov.br; angela.portela@senadora.gov.br; anibal.diniz@senador.gov.br; antoniocarlosvaladares@senador.gov.br; armando.monteiro@senador.gov.br; benedito.lira@senador.gov.br; blairomaggi@senador.gov.br; casildomaldaner@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; ciro.nogueira@senador.gov.br; clesio.andrade@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; cyro.miranda@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; eduardo.amorim@senador.gov.br; eduardo.braga@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; eunicio.oliveira@senador.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; gab.josepimentel@senado.gov.br; garibaldi@senador.gov.br; geovaniborges@senador.gov.br; gim.argello@senador.gov.br; gleisi@senadora.gov.br; humberto.costa@senador.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; itamar.franco@senador.gov.br; ivo.cassol@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; joao.alberto@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; jorgeviana.acre@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; lidice.mata@senadora.gov.br; lindbergh.farias@senador.gov.br; lobaofilho@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; luizhenrique@senador.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; marinorbrito@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; martasuplicy@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; paulobauer@senador.gov.br; paulodavim@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; pedrotaques@senador.gov.br; pinheiro@senador.gov.br; randolfe.rodrigues@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; ricardoferraco@senador.gov.br; roberto.requiao@senador.gov.br; rollemberg@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; sergiopetecao@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; vanessa.grazziotin@senadora.gov.br; vital.rego@senador.gov.br; waldemir.moka@senador.gov.br; wellington.dias@senador.gov.br; wilson.santiago@senador.gov.br;


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, desastre pouco é bobagem.

Depois de saber o resultado da votação hoje no Congresso, a primeira coisa que me passou na cabeça foi que burrice pouca é bobagem, porém, depois de deixar a indignação instalar de vez, pensei: Não, desastre pouco é bobagem.

Sim, desastre em várias frentes.

Desastre por cair , mais uma vez, o Congresso Nacional. Ele despenca desastrosamente, junto com a credibilidade de uma casa que deveria gerar leis que beneficiassem nosso país, tanto na preservação de seu território, quanto moralmente, economicamente e os etectaras da vida. E não com leis que nos levarão para o buraco de vez, literalmente. É querer muito que tenham essa consciência? Se for, então eu quero muito. Ali tem gente boa, mas que sem nossa ação nada podem fazer, pois a maioria...

Desastre, porque com essa aprovação entramos em descompasso com tudo o que está sendo feito para diminuir o desequilíbrio ambiental em nosso planeta. Estaremos andando a passos largos para trás e sem permissão do Curupira,  único que tem o poder de andar assim e ainda proteger nossas florestas. Quebraremos a perna, a cara e a dignidade que ainda temos. Que nosso lendário protetor faça algo, antes que não tenha o que proteger.

Desastre por todos os crimes ambientais, desastres naturais e prejuízos econômicos que uma lei dessas irá gerar futuramente.

Olha, esse futuro não é para nossos netos ou bisnetos. O Planeta está entrando em um ritmo acelerado de agitação, será que não percebem? O que se passa na cabeça desses senhores que votam a favor desse novo código? Só Cifrões!! Mesmo com todo raciocínio imediatista e materialista com os quais eles possam estar baseando suas teses, eles e todos os que vivem atualmente nessa nossa terra irá sofrer na CARNE - talvez doa neles dizer -e no BOLSO, a conseqüência desse ato.

São muitos fatores a serem discutidos e analisados, até mesmo os motivos que levaram alguns da base governistas a votarem a favor, mas meu foco agora é na esperança de que se reverta. Ainda existe o Senado e confio na Presidenta Dilma, que tem palavra firme e não irá se curvar facilmente. Mas precisará de apoio.
Outra lição que tiro dessa votação é que a consciência ambiental em nosso pais é quase nenhuma. Então, ela tem que existir e logo.

O que precisamos fazer é unir forças e agir. Em meu blog tenho ido aos poucos falando que precisamos conhecer melhor nosso planeta e mudar alguns paradigmas sobre a forma como o vemos. Agora, vou dar uma continuidade, apontando mais pontualmente algumas questões que estão diretamente ligadas a isso.

Porém....   Sei apenas que a burrice levará ao desastre.

- Saiba como votou seu deputado


Conheça as regras que mudam com o novo código florestal


Entenda melhor essas mudanças nesse vídeo


terça-feira, 26 de abril de 2011

Mudando Paradigmas V: "O Planeta sem o homem"

Continuando a detonar paradigmas sobre nossa visão tosca do Planeta Terra e do mundo que nos rodeia, é sempre bom lembrar que o Planeta vive sem a humanidade de sua superfície, porém, essa humanidade não vive sem o Planeta.

Por isso vou postar aqui um documentário que assisti ontem: “O Planeta sem o Homem”.

Imagine que o Ser humano de uma hora para outra seja retirado do planeta. Seu destino ou o que aconteceu com essa nossa raça não interessa, quem sabe retrocedeu e foi levado para o Kitú, Niribú... Ou sei lá quantos nomes possamos dar para outro planeta que se preste a esse sacrifício. O que importa é esse exercício de imaginação feito nesse documentário baseado em dados científicos. .

O documentário segue uma linha de tempo explicando o que aconteceria nos primeiros meses até 10.000 anos.

É impossível assistir sem fazer questionamentos. Eu não consegui tirar os olhos do monitor e mil perguntas surgiam a partir de algumas cenas. Ao final me veio uma crucial: "Já aconteceu igual?" Não com esse desaparecimento mágico, mas provocados por outros fatores como as movimentações tectônicas... E  até que ponto essas outras civilizações não tinham conhecimentos maiores do que imaginamos e que se perderam?

Apenas, diferente do que aconteceria conosco que armazenamos informações em materiais facilmente desgastado pelo tempo, ainda sobraram alguns vestígios escondidos em camadas de terra e vegetações, além de informações sabiamente gravadas em pedras com sinais e desenhos fáceis de serem decifrados por qualquer ser com o mínimo de raciocínio que são consideradas formas primitivas de comunicação!!! Receber os 10 mandamentos em uma pedra...  Não seria um recado subliminar? Sobreviveria mais tempo que digitos..rss.. Bem, não vou viajar na maionese...rs A imaginação vai longe quando se ocmeça a especular sobre essas probabilidades.


Olha o Foco, Sandra.

Voltemos ao documentário que tem muitas informações e questionamentos. E cada qual com o seu.
Só comentando que um exemplo que nos dá dessa regeneração natural é quando mostra a maravilhosa recuperação que está havendo na área isolada de Chernobyl, depois de 20 anos (o documentário é de 2006) sem a intervenção humana... Bem, não vou ficar contando, é só acessar e assistir.

Vale a aula.