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domingo, 1 de março de 2015

Poeminhas pela necessidade do Ser





 Poeminhas pela necessidade do Ser


I


A imagem colorida

Desenhada em minha mente,

Mostrava dolorida

A casquinha da semente. 


O que ali fecundava

Nunca poderia ver

Por tarefa abrigava

Quem a iria romper.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vazio

Lendo um certo Bocó, encontrei um poema de Marcelo Ariel, que termina com abismo. Ele me fez lembrar o abismo de um poema de Álvaro de Campos, que um dia me lembrou este poeminha que fiz em um dia dos anos 90, perfeito para hoje.

É. Tudo é poesia.

Uma ponte se parte
e o que unia a razão,
voa no vazio.

O que é real?

Só o pulsar que alterna
o peso e a leveza desse nada.

Tudo se espalha
com os pedaços da ponte,
flutuando no espaço desse abismo.

Não vejo chão,
Nem extremos
Só pedacinhos brilhantes ...
sem sentido...
E sou absorvida por eles!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reflexos Fotográficos II

Trafegando pelas paisagens captada por outros olhares vi duas lindas imagens do pôr-do-sol. Por coincidência, uma surgiu após a outra.

Jack Guez / AFP

A primeira imagem, captada em 15 de novembro, publicada em uma matéria sobre o conflito na  Faixa de Gaza.









Autor: Leguth Edson


A segunda surgiu logo após, publicada no faceboock pelo amigo Edson Leguth, em um grupo do qual faço parte, "Coisas de Santos". A foto é do dia 18 de novembro de 2012.













Deveria ser no mínimo latitudes e longitudes diferentes, culturas distintas vivendo seus dias com o sol se pondo em um rastro de luz tão parecido. 

Porém, lá em Gaza conflito declarado, segundo dia de bombardeio... Sirenes.... Mortes... tensão a aumentar expandindo e exaltando ainda mais o ódio e a intolerância. Desde o dia 14 já são mais de 120 mortes, que deve aumentar depois do forte bombardeio de hoje.

Aqui em Santos, São Paulo, Brasil, era domingo de sol de um feriado prolongado, resultando em praias lotadas por pessoas de todo o Estado. Poderia se dizer que por aqui reinava a Paz. 

Acontece que o conflito que vemos em São Paulo não é declarado e agimos naturalmente em meio a violência, porque o problema é sempre do outro até que nos atinja diretamente. 

Essa onda de violência  já resultou em mais de 200 mortes, geradas sem bombardeios teleguiados e televisivos. Podemos dizer que o conflito é totalmente diferente, tanto na razão, história e munição, porém, a situação de “tensão a aumentar expandindo e exaltando ainda mais o ódio e a intolerância, é a mesma”. 

Essa comparação passou por minha cabeça enquanto olhava as duas imagens e meu coração, então, falou: "Como pode diante de tão bela luz não pararmos tudo para contemplar e agradecer ?".

Seja aqui em Santos, lá em Gaza ou qualquer outro lugar desta nossa Nave Terra, se tivéssemos essa rotina em nossas vidas, estes e outros conflitos não seriam escritos no livro de nossa história, porque a sensibilidade despertada por essa contemplação não deixa margem para a destruição.

Olhar o pôr-do-sol é uma prática de muitos anos que me levou ao caminho da meditação e oração.

Deixo um quase poema de 1986, esquecido em uma de minhas gavetas e só agora mergulhada nesses pensamentos me lembrei.

 
Sandra Silva - Santos/SP - Zona Noroeste- ao fundo a Serra do Mar
Hoje, antes que o sol parta para o outro lado do planeta,
Olhe para ele e se possível sorria.
Não importa que esteja escondido atrás de nuvens,
Ou que você esteja em um quarto escuro,
Olhe para ele assim mesmo.

Também estarei olhando e sorrindo.

Então, pense em algo que te encante.

Talvez eu pense na luz das estrelas que logo surgirão,
Ou nas nuvens que as encobrirão,
em alguém... em ti...
Pensarei em algo que amo.
O que me deixará mais sensível,
forte, clara e perto de você
Que também se sentirá como eu....
Mágicos... humanos...

Quem sabe assim unidos,
Prestaremos uma homenagem
ao planeta,
ao sol,
aos reinos,
não sei.

Sei apenas que este instante
será uma declaração de amor a vida,
uma prece
que nos deixará mais conscientes e próximos de Deus.

Dezembro/86

Por falar em Prece deixo esse clip 
The Prayer com Celtic Woman 





sábado, 27 de outubro de 2012

Dos meus pequenos contos - Linhas: As Paralelas

 
Depois de uma conversa com uma amiga, lembrei desse pequeno escrito e resolvi tirá-lo da gaveta. Fazia parte de uma série de continhos que comecei a chamar de Linhas. Essas são as Paralelas... Outras estão enroladas no novelo ou guardadas na gaveta. rs.

Paralelas

1 
Um som absurdo rasgou o ar. Agudo demais para os ouvidos humanos perceberem. A atmosfera depois daquela vibração elevou o tom do pôr do sol e os raios foram cortados por finíssimas faixas horizontais avermelhadas.
O cachorro na varanda latiu como um desesperado para o nada. Depois virou-se perguntando com os olhos o que havia acontecido. Ela também não sabia, apenas sentiu um calafrio muito forte e a sensação de um movimento intenso em outro nível da consciência dela e da Terra. Uma força que não conhecia chegava veloz.
Fechou os olhos. Viu a imagem de uma taça do tamanho do mundo com água muito turva, até a boca. De um ponto de luz, acima da taça, caia uma gota clara produzindo intensas ondas que escorregavam para fora como fortes cachoeiras .
- Pobre Taça! Pensou.
Uma corrente elétrica passou rapidamente por sua coluna. Aquele sentimento de pena abriu portas para uma dor dominá-la. Lágrimas escorreram juntando-se coma as da taça. A dor do planeta, a dor sem sentido, sem juízo invadiu-a até as entranhas e apertou seu coração como se fossem mãos a espremê-lo. “Nada te Turbe! Nada Te espante. Tudo passa”. Focalizou todo o seu ser nas palavras de Tereza e aos poucos abriu os olhos lavados e distantes.
Era noite e as estrelas em seus lugares a enchiam de luz pulsante. O cão olhava para ela com aquele ar de quem ainda espera uma resposta.
- Tudo bem. É só muito trabalho no silêncio dos mundos.
 
                  2

 Aquele barulho infernal do trânsito estava pior naquela tarde . Com a tempestade que despencou a rua encheu e um enorme congestionamento está formado. O céu com o tom vermelho ferrugem desses finais de tarde deixa uma impressão de sujeira no ar.
O carro parece lhe perguntar se terá coragem de jogá-lo no meio daquela confusão. Tinha outro jeito? Após um dia muito duro era hora de ir para casa, mesmo com mais uma batalha à enfrentar: o trânsito. Depois a recompensa... a sua banheira e cama... não... antes comeria algo assistindo o jornal. A última obrigação do dia.
Olhou para o retrovisor, girou a chave e mais um barulho de motor ressoou no ar. Têm dias nos quais as buzinas e motores parecem mais ferozes, entram com tanta força ouvido a dentro que ocupam o lugar dos pensamentos. Os dela já embaralhados se rebelaram naquele momento e giraram feito um tornado em sua cabeça.
Sentiu uma tontura nauseante. Tentou puxar o ar, porém, um peso maior a invadiu. Tudo rodava com sua mente... O mundo lá fora. Fechou os olhos. Viu-se em uma taça do tamanho do mundo, algo caia dentro dela provocando ondas enormes querendo levá-la embora.
- Estou mal. Pensou.
Sentiu um calafrio por todo o corpo. Sua mente mesmo naquele turbilhão continuou dando-lhe certezas, desta vez que finalmente o stress chegava ao limite.
Conseguiu respirar e concentrou sua atenção na banheira espumante e quente a sua espera. Depois de uma boa noite de sono ficaria nova.
- Juro que amanhã marco uma consulta.

3
 
Aquele barulho infernal de todos os dias na hora da saída. Parece até que abriram a porta do curral e desesperados eles correm para fora antes que alguém se arrependa e fechem o portão. Nem precisava do despertador quando dormia a tarde, acordava assustada com aquele som de gralhas que ficava em seu ouvido por um bom tempo... ressoando... ressoando.
O sol logo iria embora. Hora de se arrumar para o encontro de hoje. No espelho o céu aparecia alaranjado deixando o seu corpo com um reflexo dourado. Tentou pensar em uma roupa, mas aquelas malditas gralhas a deixava irritada demais para decidir qualquer coisa. Olhando com atenção o rosto viu que nem a tarde de sono havia eliminado aquela olheira terrível. A maquiagem daria um jeito. De repente lembrou do que a está incomodando, colocou a mão na barriga e sentiu enjoo.
O espelho não denunciava a gravidez, mas aquele som que vinha de fora ecoava em seu ventre. Olhou fixamente a sua imagem e foi tomada pelo horror de ver seu corpo se avolumando, suas pernas inchadas, sua vida invadida. Sua face levada pela alucinação foi lentamente tornando-se flácida e velha. Paralisada, fechou os olhos e viu-se afogando dentro de um mar violento, turvo e imundo.
- Preciso sair daqui. Gritou.
Não conseguiu se movimentar. Vomitou. Os olhos continuaram fechados para evitar que aquele cheiro azedo se misturasse a imagem do espelho. Tentou pensar que poderia ser alarme falso, caso contrário teria que dar um jeito. Sua vida, seus sonhos, dependia daquele corpo.
-Não. Mil vezes não.
Abriu os olhos no quarto estava escuro.
- Talvez seja melhor ficar em casa essa noite. Amanhã resolvo isso.

                                               4
Um som ensurdecedor ecoou por toda a casa. Serviço atrasado, o jeito era fazer tudo ao mesmo tempo. A máquina de lavar com defeito sambava na área de serviço. Na batedeira preparava a massa de um bolo e dava graças aos céus por sua filha passar o aspirador na casa, mesmo que para isso tivesse que aguentar aquele som no último volume. Nem conseguia ouvir a tv ao seu lado!
Naquele horário compensava ficar na cozinha, o único cômodo onde podia ver por uma pequena janela o sol vermelho prestes sumir. Um espetáculo! Momento de permitir soltar a mente, lembrar de poesias, histórias que havia lido no tempo dos sonhos antigos, quando desejou casar, ter filhos, casa decorada e equipada como a que tem hoje. Lembrar deles lhe parecia melhor do que vivê-los. As vezes achava que tinha sonhado tão errado que havia desaprendido a sonhar. Devia ser feliz, conseguiu seu desejo.
Sentiu vontade de chorar essa felicidade. Lágrimas escorreram direto para a massa que girava abaixo de seu rosto, enquanto a massa sonora misturava-se aos seus soluços. Sentiu o coração pulsar tão forte e acelerado que pensou fosse pular para fora e encontrar aquele sol vermelho por inteiro. Fechou os olhos e tudo o que viu foi uma taça do tamanho do mundo, seca.
Respirou fundo, pensou no marido, filhos, futuros filhos de seus filhos e no jantar. Foi abrindo os olhos na velocidade proporcional em que diminuía a velocidade da batedeira... Até desligá-la. Tudo ficou quieto e escuro.
- Um bolo de lágrimas, será que vai encruar?


sábado, 19 de maio de 2012

Flores são poesias

Só ver e sentir... Nada mais.


Mais um dos poemas em mim.


Passagem

 Para que julgar
o certo,
o errado?

Para que saber
Se estou
Na mão ou contramão
De qualquer coisa chamada vida?

Deixem-me ser.
Apenas,
Ser.

É impossível não pensar?
Mas se o pensar é necessário,
O sentir é imprescindível!

 Quando entro no emaranhado dos conflitos
Minha alma mesmo que se polua
Não se corrompe.
Antes disto me rompe,
Em milhares de pedaços
Espalhados nos limites deste espaço.
Depois, como uma chama os queima,
Deixando-me arder em dor.

 Uma estranha transmutação
Liberando-me para o depois.
Escrito e 1988.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Navegante



Quais as estradas por onde andei?
Eu não andei,
Só naveguei.
Transportando tantos eus
Que já nem sei
Qual eu sou eu.

Seguindo sempre rumos incertos,
Em oceanos desconhecidos,
Mas partindo de um mesmo porto,
Que é muito íntimo!
Que é muito íntimo!

E é nesse lugar particular
Que nenhum eu pode entender,
Que por encanto
Surge um ponto,
Que me seduz!
E nos conduz!

                        (faz tempo, mas poderia ter sido escrita hoje)


Gracias a la Vida! 
Música da Divina Violeta Parra, cantada pela não menos Divina Mercedes Sosa

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Semeando III: Florindo as cinzas


Acabou o carnaval...Viva! Agora o mundo volta a girar nesse nosso país da fantasia.

Assim, como essa minha quarta-feira não é de cinzas vou falar de flores, perfumes e cores.

http://www.brezzadilago.org/

"Sim, é como a Flor
de Água, ar, luz e calor
O amor precisa para viver
De emoção e de alegria
E tem que regar todo dia". 

A Cor do Som - Sementes do Amor 




Foi a Meg, uma amiga que enviou esse vídeo dizendo que era para ajudar a colorir o Conversas da Vida. Sabe, esse foi um daqueles toques que falei no “Não espere resultados, siga semeando”. Deixei quietinho e a  hora de inserir chegou. Caiu perfeitamente aqui nesse Florir.

Grata, Meg!!! você não tem ideia como me fez bem naquele dia abrir o teu e-mail e assistir a esse belo e alegre vídeo da Cor do Som.

Mas, já que falo em flores tenho que dizer que adoro jasmim!!! Desses que se espalham pelo chão forrando as calçadas e deixando um leve perfume no ar. Afinal, morando em cidades coberta por asfalto e casas cercada de muros, são poucas as opções de flores pelo caminho.

  Tive a sorte de ter jasmineiro por perto em quase todos os lugares onde morei, só nunca tive um em casa. Era minha colheita quando voltava depois da faculdade ou das incansáveis discussões políticas, sociológicas, culturais e aleatória no bar do Bira, ou no Pop, ou no Surf... e tantos outros do Gonzaga ou Boqueirão em volta das faculdades.

Quando inspirada e feliz costumava colocar ao menos uma flor dessa minha colheita nas janelas do térreo do prédio onde morava. Um dia descobriram o mistério dos jasmins na janela, mas acho que a maioria já suspeitava... Vivia colocando eles no cabelo. rs.

Até em São Paulo, na minha primeira experiência de moradia naquela cidade, lá pelos meus vinte anos, na rua tinha também alguns frondosos jasmineiros. Só que era um prédio muito grande e sem apartamentos no térreo onde morava. O jeito foi enfeitar o metrô ali pertinho. Naquele enorme corredor da estação Paraíso era fácil colocar jasmins entre as placas coloridas da parede.

Um ato solitário e despercebido. Nem sei se alguém notava, mas era interessante ver as florzinhas brancas e delicadas brotando daquela arquitetura plastificada.

Na verdade adoro flores de todos os tipos e cores, mas as brancas de certa forma me parecem mais gentis... Margaridas, dálias, copo de leite, lírios aparecem em lugares onde nenhuma outra se atreve estar.

Por isso, não foi a toa que me identifiquei com as histórias da Senhora do ônibus e o solitário Sr. Bouffier. Seria bom florir a vida ao nosso redor, nem que seja em um pedacinho de nosso quintal ou em um cantinho de um coração que encontramos pelo caminho.

 Têm tantas formas simples para fazê-lo. Mas, para muitos o que falo aqui é pura babaquice.. baaaa... Adoro essa florida babaquice de quem ama a Vida inteira, não apenas a própria e não tem vergonha de ser o que é.

"Quero enfeitar com flor
meus cachos despenteados.
Se possível flores que se entregam a mim
feito os brancos jasmins.

Flores que me enfeitem
Lembrando terra faceira,
Linda feiticeira
Alquimista da vida."
 (escrita em algum desses dias de minha vida)




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Todas as cores do céu


Em um final de tarde em 1993, sentia uma dor dilacerante que não entendia de onde vinha. Do alto de minha torre observei o mar, as nuvens, as luzes e cores do céu... Não lembro quanto tempo fiquei assim, sei que quando o tempo e a dor passaram surgiu esse pequeno poema, "Todas as cores do céu".

Ontem, um comentário da Meg no Talk do Painel Global, fez com que eu o tirasse da gaveta. Entre outras coisas Meg disse:

"Na minha simplicidade, mas com muito boa vontade, quero compartilhar as cores da vida e não das visões escuras que permeiam a humanidade".

Que bom ter mais e mais pessoas que optam pelas cores da vida e observam as cores do céu!!!



Todas as cores do céu

Da solidez de minha torre
Vejo a fluidez das nuvens.
Soltas em sua leveza
Caminham com o vento
Entregues a sua natureza.

Carregadas de energia inata,
Livres da gravidade que me prende
Desfilam no silêncio do azul profundo
Declamando a linguagem das luzes.

Todas as cores do céu!
Signos puros … Reais!
Livres... Eternos...
Mutáveis... Nunca iguais.

Vida pulsante arte
Te tornam mais limitada
Que uma folha de papel.

Prisioneiro de mares concretos
Até o poeta pensa que voa,
Mas qual é o voo
Que não é inteiro?

Mundo concreto... Matéria.
Maior que seu peso
Só a dor do atrito
Que me consome
Na ânsia de libertar-me.

Todas as cores do céu!
Quisera poder assim
Ser inteira na vida
O que vive em mim!
                    
                                                          Algum dia de 93 
                                                       Sandra Silva

domingo, 5 de junho de 2011

Neste dia do Meio Ambiente Minha Gratidão

Hoje comemora-se o dia do meio ambiente, quanta invenção ... Precisamos de um dia para lembrar aquilo que somos e vivemos. Afinal, somos parte desse meio. Ele não está a parte de nós.


Mesmo assim, aproveito essa data não para falar de coisas que não deveriam existir, ou ser ou estar como está.

Quero focar em como deveria ser.



 E com esse pensamento expressar gratidão a minha irmã Terra, que me acolhe em sua superfície.


Expressar minha gratidão
a todos os seres e reinos que comigo compartilham desse instante da eternidade, nesse solo.

Expressar minha gratidão aos elementos que me animam a vida e integram minhas células...
A todas as energias que emanam dessa comunhão visível e invisível da qual sou parte...

  Assim, minha alma quer ...

Gratidão!

Por todas as experiências nesse plano de existência.

E que minha tristeza por todos os sofrimentos nesse planeta,

provocados por minha espécie, seja transformada em meu ser, em

Gratidão.

Gratidão por poder estar nesse momento aprendendo na escola chamada Terra.

Que minha existência assim, seja repleta de experiências que transformem

a indignação em ousadia,

que anima minha alma e me leva até a paz curativa

emanada dos fogos ardentes de meu espírito.


E Perdão, por tantos erros meus e de meus irmãos humanos.


domingo, 10 de abril de 2011

Falando com a Vida em Ré Maior

Não vou falar do mês passado, nem da semana passada. Era o que ia fazer dentro de uma retrospectiva... e tentava desde ontem, em vão.

Hoje, sentei novamente com essa intenção e minha intuição disse: Siga... Fale com a vida em RÉ MAIOR.


Fiquei pensando o que é isso... Falar com a vida em Ré maior?

Fui procurar por músicas de compositores que gosto e dei preferência aos clássicos, como Mozart e Beethoven. Todas que encontrei em Ré Maior me falaram a mesma coisa:

Eleve! Vá para o alto! Suba para outro ponto! Alegre-se! Vibre! Movimente-se!

Entendi. Aceito e me calo diante do que não pode ser mudado. Mas sigo diante do que ainda pode ser feito.

 
 
Apesar de ter ouvido clássicos para compreender essa mensagem, vou deixar aqui uma música de Oswaldo Montenegro que fala exatamente sobre isso e não é por acaso que o nome é Intuição.
 
 
 
Mas também não posso deixar de lado um Allegro de Mozart, mesmo que ninguém a ouça, está aqui.
Mozart K.284 Piano Sonata #6 in D 1st mov. Allegro
 
 

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Poemas em mim - Fractais


Fractais

O tempo passa partido,
e dígitos rompem estruturas analógicas
deixando tudo mais fragmentado.
Menos visível!

Só que ainda preciso de minutos inteiros...
...Não. Menos que isso,
Instantes totais,
onde possa escutar o som
que brota dentro de meu ser
e teimosamente se recusa
a partir para o passado
ou surgir em algum amanhã.

Em que possa ver os fractais
desse caleidoscópio se unindo,
resgatando a certeza de que tudo é um.
Imagens perdidas na confusão
da velocidade com que se formam
E me transformam.

Um instante inteiro, puro
Em que não passe apenas pela vida,
mas sinta a vida que passa em mim.

Ano, 96. Hoje essa sensação está muito forte, por isso vou deixá-lo aqui.