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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

De conferências o clima está cheio.

Eita raça lerdinha de seres humanos que somos. Tão apressados para consumir e tão lentos para resolver os problemas causados por tanto consumo. A natureza não humana é mais decidida, rápida, demonstra sua vontade e poder sem grandes delongas, reage e age. É o que estamos vendo.

Enquanto essa reação segue avante em uma marcha que assusta os cientistas e os outros que mesmo sem tantas ciências são mais conscientes de seu meio, os caciques do planeta ainda estão discutindo metas para a redução de CO2, de diminuição do desmatamento etc..etc..etc...

Bem, nesse momento em que escrevo esses mal traçados dígitos, o Presidente Lula está em São Paulo coordenando o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, onde discute as propostas que levaremos para a COP-15, em Copenhage.

Esse encontro, por sua vez, acontecerá entre os dias 07 e 18 de dezembro, sendo considerado “o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais, pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012”.. Hum, Hum!

Olha só, é a 15ª conferência. Fico questionando se o erro está no nome: “15ª Conferência das Partes”. Se fosse Conferência do Todo, Conferência da unificação das Partes ou algo que visualizasse o exemplo do sistema ecológico que é um e não partes, talvez o resultado fosse outro. Menos intenção que não se cumpre e mais ação que se resolve.

O fato é que antes mesmo dessa reunião acontecer, existe barraco por todas as partes sobre o que será decidido nesta conferência. Em Barcelona, esses dias, negociadores da União Européia e do Reino Unido andaram afirmando que um acordo ambicioso está fora de questão. Talvez saia um modesto? Pergunto eu.

Também andam dizendo que será necessário de seis meses a um ano após esse encontro para consolidarem uma proposta. Não entendo, o tal de Quioto foi consolidado, mas foi implantado? E esse será seu substituto... Será que estão nos enrolando?rs

O Presidente Lula até está tentando, esteve na Inglaterra e esse foi um dos principais itens da pauta. Claro que a cobrança para o nosso lado existe, a Amazônia parece ser a única floresta do mundo.

Bem faz a Austrália, lá foi criada a Força-Tarefa Nacional de Mudança do Mar para desenvolver ações urgentes com a finalidade de proteger a costa australiana do aumento do nível do mar. Um relatório oficial do Parlamento da Austrália afirmou que o governo do país poderá, se for o caso, retirar os moradores das áreas costeiras. O documento não diz que o governo deve obrigar as pessoas a se mudarem, mas propõe a criação de um grupo independente que avalie isso.

Ao todo o documento faz 50 recomendações, que vão desde um plano para a região costeira a uma maior cooperação entre vários órgãos de governo, até mesmo a revisão do código de construções para enfrentar tempestades e erosão do solo.

No Brasil, uma boa notícia foi a aprovação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que terá recursos de R$ 720 milhões por ano para serem usados em projetos para enfrentar o aquecimento global. É um passo, vamos ver o que farão com essa verba.

AH!! Veja esse link do mapa aquecimento global, que apresenta os resultados de um estudo desenvolvido pelo Met Office Hadley Centre a pedido do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas (DECC) do governo britânico.

O que fica para mim, que ando lendo, olhando para o meu quintal e além dele, é que a Hora de agir para preservar vidas é agora.

A natureza como conhecemos já não dá mais para ajeitar, não tem volta, o que podemos fazer é amenizar os impactos, pois ela sozinha está dando seu jeitinho, se reacomodando e quem viver verá como ela ficará.

Como sempre, a vida está falando, nós é que não a ouvimos e muito menos conversamos com ela.


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