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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

La Belle Verte um belo filme para esses tempos


“La Belle Verte" é uma produção francesa,  de 1996, que teve Caroline Serreau como protagonista e diretora.... Uma bela fotografia, principalmente humana, uma bela música e uma mensagem muito atual, tudo isso feito com pouco investimento. Quase um pequeno conto, diria... Mas, que faz criticas muito interessantes sobre a nossa sociedade. Muita coisa que discuto em meu blog encontrei nele e por isso o inseri.

Aqui no Brasil o título como sempre foi horrível: “Turista espacial”. Aff. Acho que foi por isso que nunca o vi..rs

A história é simples, mostra uma civilização em um outro planeta, muito mais adiantado que a Terra..rs Se considerarmos adiantamento diferente dessa visão tecnológica de nossa civilização, onde progresso está relacionado com máquinas e intervenção em nosso meio ambiente. Ali, o homem se relaciona com a natureza em harmonia total, porém, parece que passou por várias outras etapas parecidas com a nossa, com a diferença que aprenderam rápido e conseguiram consertar os erros a tempo...rs É uma ficção que muito bem poderia virar realidade por aqui!

A mensagem que me passou é que o simples é belo e o homem consegue desenvolver em si o que precisa para sobreviver.

Ele começa em uma assembleia planetária anual, onde são tomadas várias decisões, entre elas as viagens para outros planetas. Há 200 anos ninguém quer vir para Terra e é muito engraçado como se comportam quando surge a pergunta: “Alguém quer Terra?”... O silêncio se faz e quase nem se mexem. Por um certo motivo um personagem resolve vir para cá e essa aventura cercada por uma crítica com tom satírico é o desenvolvimento do enredo.

Não vou comentar muito porque perde a graça. Talvez nos comentários a gente possa dizer mais algumas coisas..rs

Só lembrando que recebi a indicação do filme por e-mail do site de Anjos da Luz. Grata, fadinha.

 LA BELLE VERTE
 










domingo, 9 de outubro de 2011

Afinal, tudo que é sólido está mesmo a se desmanchar


 
Tenho dito algumas vezes que se existe perigo de colapso no momento não é da estrutura física da Terra, essa independe de nossa vontade está seguindo o seu ciclo. Por isso, natural. O perigo está nas estruturas frágeis de nossa civilização, a começar pelo sistema econômico, onde se percebe os verdadeiros abalos que podem nos impulsionar a mudanças radicais, quem sabe uma dessas mudanças seja a nossa maneira de relacionamento com nosso meio natural.

Vejam, que construímos um mundo a parte de um outro mundo que existe independente de nós humanos, porém, é o que nos sustenta. Não soubemos nos relacionar em harmonia e integrados com esse mundo verdadeiro de bases sólidas e engrenagem perfeita, o trocamos por um modelo de vida baseado em ilusões, sendo a principal delas a de termos domínio sobre esse pequeno globo que vive na órbita de uma linda estrelinha chamada Sol.

Vivemos por alguns poucos séculos, principalmente no último, consumindo desenfreadamente nosso meio de vida - os recursos do planeta - sem nos importar com as consequências. Tudo em nome de um sistema econômico que estava fadado ao fracasso desde o início. É bom lembrar que desse consumo exagerado boa parte de nossa civilização esteve a margem, pois, para que todos aqui na Terra consumissem no mesmo padrão como o da chamada classe média, seria necessário uns quatro planetas para serem consumidos e destruidos.

Marx e Engel e outros pensadores já falavam desse possível colapso. No famoso Manisfesto Comunista tem um trecho que considero profético, se vemos profecia como um senso de observação aguçada que nos faz vislumbrar o que teremos a frente. Nele diz:

“Tudo o que é sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas”.

A solidez ao qual fazia referência era a das ideologias tão enaltecidas e preservadas em determinados momentos, as formas de governar, aos modos de produção e estruturas que pensamos serem sólidas. A história mostra que todas rompem-se e caem. Para eles, com o capitalismo não seria diferente, teria um ciclo que como de todos os anteriores chegaria ao seu final. Como vemos, vivemos de ciclos fechados que se esgotam em si mesmo. Falei disso no post anterior, Reaprendendo com as estrelas.

O erro desses pensadores foi pensarem na época que o sistema já estava morrendo e seria trocado por outro que chamaram de socialismo. Só que o capitalismo ainda tinha muito fôlego, duraria enquanto tivesse o que consumir, sendo esse o princípio pelo qual baseia sua estrutura: Consumir, consumir, consumir, em uma cadeia que devora a si mesmo.

Dando continuidade implantou-se em um certo momento a ilusão que consagrou o delírio pelo Ter e nele concentrou-se o Poder. Quem mais tem, obtém o Poder. Querer é Poder, não importando o que se queira. Então, na desenfreada modernidade, tinha-se que querer cada vez mais coisas, para alimentar a rede devoradora até o ponto de transformar tudo em supérfluo.

Para aumentar as possibilidades de consumo que não se sustentava mais em objetos, começou na pós-modernidade o consumo de conceitos, ideias, pensamentos, levando a um culto ao narcisismo e ao corpo. Não a saúde, mas a conceitos forjados de beleza que como tudo se desmanchava a cada estação. Nesse ponto a vida tornou-se superficial, até mesmo as relações humanas ficou ao nível da banalidade. Sem firmes alicerces fica mais fácil derrubar construções para colocar outra no lugar.

Mesmo assim, precisava de mais velocidade, essa é a palavra-chave na sociedade da informação. A informação passou a ser mais uma mercadoria de grande escala de consumo. Não precisa saber, não precisa entender, não precisa pensar, é só consumi-la e achar que se sabe alguma coisa.

A relação com o tempo muda e as relações entre pessoas passaram a se desenvolver em outras plataformas.

Nesse ponto o sistema caiu em uma armadilha, porque ao contrário do que propagava, o poder durante todas as épocas da história conhecida, nunca esteve nas mãos de quem tinha mais posses, mas sim, nas mãos dos detentores dos meios de acesso as informações e ao conhecimento. Sempre foi assim, desde o início da escrita. Mas, essa é outra história que talvez insira em meu blog qualquer dia.

Voltando ao início, exatamente agora que existe um colapso anunciado no sistema econômico, a Terra apresenta de forma mais acentuada as alterações climáticas. Será coincidência?

Mesmo que existam divergências entre cientistas do quanto colaboramos para isso, o certo é que estamos sofrendo as consequências desse mal relacionamento com o meio ambiente. Fomos no mínimo incapazes de manter uma integração com ele para nos adaptar aos seus ciclos.

Nesse momento também, o acesso a informação que foi disseminado aos quatro ventos, deu origem as redes sociais, onde vemos de tudo, inclusive pessoas com afinidades de pensamentos ao redor do mundo passando novos conceitos e organizando movimentos.

Elas já deram sinais de que não são fogo de palha, e mais um exemplo está sendo dado com os protestos contra Wall Street que se propagam pelos Estados Unidos e já cruzam o oceano Atlântico. Na Europa encontrará muito combustível para grandes explosões, onde países como a Grécia, Espanha, Portugal e Itália já enfrentam sérios riscos de um colapso econômico. Na Alemanha os protestos já estão sendo marcados.

A solidez desse sistema está evaporando pelo ar, não pelas chaminés das fábricas, como as imagens sugeridas pelos seus questionadores no século passado, mas pelo seu esgotamento e pela disseminação binária.

Como no conto de Matrix, a realidade está começando a permear as consciências humanas, gerando muita confusão de ideias, incomodos e medos desconhecidos. Caso isso aconteça que não teremos muitas escolhas, como não tiveram milhares de seres que viveram em condições de miséria em nosso planeta devido as desigualdade implantadas por esse sistema. A pilula vermelha será enfiada goela abaixo! Só resta saber como reagiremos, como enfrentaremos essas mudanças que irá terremotar nossas estruturas. 

Espero que a outra frase desse texto se tranforme em realidade: 

“e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas”, incluiria aqui: e com o seu meio ambiente.

Que a solidariedade e a lucidez finalmente se faça presente!

Deixo aqui um trecho da Declaração de Ocupação de Wall Street, onde diz o seguinte:

"Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico".

Ou será que esse sistema ainda tem mais algum gás para ser queimado? Veremos!


E aqui a música We Are The 99%, de Jeremy Gilchrist, 
que se torna um hino do movimento de ocupação de Wall Street.

Mudando Paradigmas VIII - Reaprendendo com as estrelas


No talk do Painel Global, no dia 04 de setembro, no post 21,  um amigo fez um comentário que fiquei de responder.. Como só consegui hoje escrever essa resposta e talvez ela não caiba no talk, resolvi deixá-la aqui no Conversas, até porque faz parte de um pensamento que venho desenvolvendo em meu blog, sobre Mudanças de Paradigmas.

O comentário do dudu foi esse:

Olá Sandra, eu acho que a natureza é um desfile infindável de eventos cíclicos, como se composta de milhares de engrenagens invisíveis. Nos anos 1930, físicos teóricos, mais notavelmente Einstein, consideraram a possibilidade de um modelo cíclico para o universo como uma alternativa (eterna) para o "Big Bang" Vídeo dedicado ao Ano Internacional da Astronomia (2009). Cosmologia, Teoria do Big Bang, a evolução da Ciência. O Universo, para você descobrir.


Aqui minha resposta:

Dudu, concordo contigo quanto a esse desfile infindável de eventos cíclicos, muitos ainda nem sequer imaginados por nossas mentes sonhadoras e buscadoras.

A realidade do universo vai muito além de nossa imaginação e a cada dia, a cada descoberta, a cada imagem captada isso se confirma.

A criação do universo é eterna, nada é parado, estático, fixo … Tudo é movimento constante e dentro de uma ciclicidade que foge a nossa compreensão.

Quando reflito sobre isso sempre penso em nós, seres humanos, que como parte dessa engrenagem - afinal vivemos nesse universo - temos tanta dificuldade em realizar até pequenas mudanças. Emperramos nosso ritmo. Vivemos em círculo, como um cachorrinho que corre atrás do próprio rabo. O quanto será que mudaríamos nossas vidas e sociedade se conseguíssemos entrar de vez nessa engrenagem e não resistíssemos a pertencer a esse ritmo? Acho que mudaria quase tudo.

Outra questão que percebo quando olho as imagens do universo é seu desenho espiralado, o que me leva a entender como esses ciclos são expansivos, diferentes daqueles ciclos de eterno retorno. Nada na natureza se repete, assim como nada na vida é igual. Para a expansão se dar, só quebrarando os círculos viciosos que nos fazem girar, girar e não sair do lugar.

A humanidade ainda tem muito que aprender olhando as estrelas. Se dedicássemos mais tempo a elas, talvez voltássemos ao inocente olhar que impulsionou os homens da nossa pré-história a buscarem outros patamares de conhecimento.


Vou inserir aqui o vídeo que deixou no Radar sobre cosmologia. 
Gratidão

 


sábado, 8 de outubro de 2011

Uma vacina chamada Elenin


Tentativa de achar Elenin na madrugada de 06 de outubro
Passamos mais um Setembro e iniciamos a contagem regressiva para o início de 2012. Lojas já se preparam para o Natal e apesar de parecerem apressados talvez estejam certos, o ano passou muito rápido e logo 25 de dezembro de 2011 será passado.

Em setembro vimos mais um mito meteórico ser aniquilado pela estrela Sol. Pobre Elenin! Sinto por ele e por não termos podido ver aqui da Terra, mesmo com equipamentos, as imagens de mais um cometa. Sempre um belo espetáculo a nos lembrar que também somos navegantes nesse universo desconhecido.

Segundo dados divulgados por Leonid Elenin (o descobridor do cometa), em 6 de outubro houve uma tentativa de localizá-lo, mas não foi possível. Vários fatores impediram e a sua magnitude está muito maior do que se imaginava. Esperava-se, no caso dele não ter se desintegrado quando levou uma lambada solar, que estaria na magnitude 12 sendo ainda visto com facilidade pelo telescópio que o encontrou. Porém, ao que tudo indica se algum fragmento resistiu deve estar agora na magnitude 15. Lembrando que nesse caso quanto maior a magnitude menor o brilho.

O capítulo atual desta novela poderia se chamar “Procura-se Elenin”. Mais informações podem ser obtidas no site do Apolo 11, onde acompanho cena a cena essa história que andou tirando o sono de muita gente.

Só quero dizer que não sou a favor da censura, como já li em comentários a meu respeito, devido as criticas que faço sobre essas divulgações irresponsáveis. Mas, da mesma forma que sou pela liberdade de expressão sou a favor da responsabilidade do que se divulga. Agora que todos podem divulgar a vontade o que querem, deveriam também aprender a se responsabilizar pelas consequências de suas informações, já que palavras jogadas ao vento acabam criando vida própria.

Aos que se dizem espiritualistas e falam sem medir as consequências, lembro apenas que existe uma lei chamada carma e nela o preço da irresponsabilidade é cobrado. Por isso, os verdadeiros espiritualistas que conheço e nos quais confio falam o menos possível (com raras exceções devido a tarefas), pouco aparecem e vivem a maior parte de seu tempo em trabalho duro, oração e meditação.

O receio que tenho em casos como esse do Elenin, é que me lembram a história do Joãozinho mentiroso, que ouvi diversas vezes na minha infância e acredito que muitos a tenham escutado também pela voz de seus pais e avós.

Relembrando: 

“Joãozinho era de um menino que vivia mentindo. Uma de suas mentiras favoritas, para chamar a atenção sobre si, era gritar por socorro dizendo que o lobo o estava pegando. Quando seus familiares ou amigos chegavam apavorados para ajudá-lo, ele ria dizendo que foi brincadeira ou engano. Um dia ele gritou por socorro e ninguém se incomodou pensando que mais uma vez, ao final, teria sido bricadeira, mais uma mentira de Joãozinho. Porém, naquele dia era verdade e Joãozinho virou comida de lobo”.

É isso. De tantos alertas infundados quando tivermos um real, será que acreditaremos?

Espero que o vírus do medo que veio na calda do cometa Elenin, que rapidamente provocou tantas inquietudes, ao final tenha se transformado em  vacina contra futuras estórias que virão para trazer a desinformação e a instabilidade emocional dos terraqueos, impedindo-os de ouvir a voz da razão e principalmente de seus corações.

Que a vacina Elenin, sirva para imunizar pessoas que inocentemente se deixam contaminar por essas maus contadas estórias que circulam pela rede e as ensinem a filtrar as informações e acreditar um pouco mais em seus corações e por que não também na ciência dos homens.

Essa ciência pode ser ainda primária se comparada com o que podemos alcançar e necessitamos saber, mas é parte de nossas conquistas. Falível ela é, por ser espelho de nossa civilização, porém, ainda é melhor do que nada e fruto de muito trabalho de seres inspirados que dedicaram suas vidas para proporcionar um pouco mais de luz às nossas mentes. Então, algum crédito ela tem que ter. Afinal, estamos aqui nesses tempos desenvolvendo também nosso cérebro e mentes.  

E se um dia de fato estivermos sendo ameaçados, sejam por fatores externos ou internos da Terra, ou pela própria instabilidade de nossa civilização, se já estivermos sintonizados e alinhados em nossos corpos mental e emocional, nada temeremos, pois saberemos como agir. Como sempre digo é esse o alinhamento pelo qual devemos nos interessar, dos outros tem quem cuide.

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