Gratidão é uma luz potente que remove os destroços deixados pelas batalhas que travamos e cicatriza as feridas mais profundas de nossa alma. Gratidão tem um potente poder de Cura!!!
Ela é uma das energias mais transformadoras que podemos possuir.
Energia? Sim. Energia emanada pelo coração, nossa grande e ainda desconhecida usina de força. Como diz na Agni Ioga, a qualidade do coração é necessária para todas as ações sutis; ele é a ponte entre os mundos.
Diria que se o pensamento tem poder, como muitos dizem acertadamente, é no coração que está a força de propulsão dessas ondas que emanamos através da mente. O poder do pensamento é apenas uma pequena parte desse processo e a Terra seria outra se entendêssemos essa força maior, pois é no coração onde se concentra o verdadeiro poder.
Só que para ele ser conquistado é necessário muita transformação e quando somos gratos pela vida e tudo que nos acontece, entramos nesse processo de cura e transmutação.
Precisamos urgentemente nos reencontrar com a Gratidão.
Sermos gratos pelo ar que respiramos, pela terra que pisamos, pela água que bebemos, pelo riso que recebemos e enviamos, pelo alimento que comemos, pela dor que nos alerta, pela angustia que nos libera, pela perda que nos movimenta...
Precisamos de cura nesse mundo e ela não chega sem que antes aprendamos a sermos gratos pelo que temos.
Deixo um video que recebi onde o Diretor de cinema Louie Schwartzberg apresenta um trabalho, que além de belas imagens fala sobre a Gratidão. Para quem não se lembra, esse é o Diretor de Koyanisquatsi, um clássico dos anos 80. Conhecido também como o pai do high-end cinematografia com lapso de tempo.
Tem muita gente vindo
agora falar que essa história de aquecimento global é lorota, que o
clima é assim mesmo, as emissões de carbono na atmosfera não
influenciam em nada ou quase nada o clima do planeta, que as
alterações são locais e não globais, que tudo não passa de um
jogo de interesses e blá, blá, blá.
Sempre me pauto em buscar a verdade, mas até pouco tempo esse blá, blá, blá não levava a nada, a não ser embaralhar ainda mais um confuso
meio de campo que já não sai do lugar faz um tempão.Tanto de um lado como do outro.
Só que agora este desmentido está servindo e
muito bem servido àqueles que querem aprovar o Novo
Código Florestal do jeitinho que ele está. Será também um jogo de interesses?
Diria que no momento é um desmentido
nada mais que conveniente; pré aprovação do
Código pela Presidenta Dilma e nas véspera de mais uma glamourosa
reunião internacional sobre Clima e Meio Ambiente, o Rio + 20.
Fico aqui a perguntar
aos meus botões, pois não sei se em outro lugar conseguiria a
resposta: Se é tudo lorota e todos esses cientistas que falam em
aquecimento Global, alteração do clima estavam errados? E o que esses
outros propõe?
Espera aí... É certo, não têm nada a propor, pois
o clima segue de forma normal dentro de suas anormalidades. Então, teremos o aval
para continuarmos crescendo economicamente e salvar uma economia mundial agonizante, pois em nada prejudicaremos nosso planeta como os malucos ambientalistas estavam propagando.
Conveniente pensar isso
neste momento, não é?
Só que não acredito ter sido uma farsa a discussão sobre mudança climática, como muitos estão querendo agora nos convencer. Em
ciência as conclusões são lentas, enem sempre é o que ela diz, mas como usam o que ela diz é que faz a diferença. Os interesses manipulatórios que orquestram opiniões e pensamentos é onde mora o perigo.
Isso me fez lembrar da tristeza de Santos Dumont, quando viu sua invenção servir para fins de destruição. Em uma carta de despedida dessa vida, ele diz:
"Àqueles que compartilharam comigo a tristeza dessa vida
O
que adianta senhores, viver e não interferir na vivência das pessoas? O
que adianta passarmos nesta vida como uma flecha, rápida e
imperceptível?
A verdade da vida consiste em fazermos parte, de
atuarmos pelo bem do homem, e não como uma triste lembrança de mal
agouro, que amarga os sonhos, assim como os ditadores do passado, a fome
do presente e o pessimismo do futuro. Viver consiste no dia a dia, e
não no amanhã. É atuar descompromissadamente a favor do próximo, pois já
dizia o poeta “belo dar ao ser solicitado, porém é mais belo dar sem
ser solicitado, por haver apenas compreendido”.
Senhores, muito
sofri. Fui utilizado como joguete, intensificando um panorama caótico e
antropofágico. A escravização mental é um de nossos males, o apego
ilimitável à materialidade nos corrompe, como a relva exposta ao fogo.
Perdemos a noção do que é ético, pois a ética capitalista não preserva a
existência da humanidade, ela é em si e por si. É a essência daquilo
que de mal temos.
Onde, digam-me, podemos encontrar um refúgio, um
subterfúgio, a fim de nos mantermos invulneráveis daquilo que nos
aflinge? No amor. No amor pelo próximo, no amor pela vida, no amor
desapegado e sem interesse, pois daqui nada se leva, somente as boas (ou
más) lembranças voluptuosas que levaremos para o Jardim do Éden, ou
para algum lugar diametralmente oposto, mais profundo e odioso.
Como
sabem, associam minha imagem à daquele instrumento, que, doravante,
considero um mero instrumento supérfluo e de utilização sobretudo
beligerante. De quanto vale, pergunto-lhes, todo desenvolvimento
tecnológico, se o homem não é a medida e o fim dessas coisas? Que ordem é
essa que obriga o homem àquilo de mais desprezível e assustador? Se
essa exacerbada materialidade nos conduz a um fim nocivo, por que tudo
isso tornou-se um vício?
Senhores, despeço-me de vossas mercês
deixando uma mensagem que sirva de ferramenta para, mesmo que
minimamente, alterar os seus dia-a-dias e suprimir, a partir do momento
em que se tornem conscientizados de tais verdades, a corrupção do mundo:
“O homem somente se faz homem na relação com o próximo. O alicerce nas
relações é a confiança recíproca. E às vezes somos iludidos pela
confiança, mas a desconfiança faz com que sejamos enganados por nós
mesmos.
(Alberto Santos Dumont)"
Quem está certo nesse
debate sobre o clima eu não sei, mas vejo por trás dessa discussão o verdadeiro problema: nosso sistema consumista e toda essa propagação resgatou a discussão ecológica para nossa pauta diária. Isso é muito bom e espero que não retroceda.
Deixo aqui um vídeo que fala muito sobre esse nosso "jeitinho" consumista de ser.
Essa semana a violência nossa de cada dia, voltou a pauta de meus dias. No post Otimismo voluntário tinha falado sobre isso
e não imaginei que a semana que seguiria seria assim.
Um policial é
assassinado em Santos, na Zona Noroeste, e logo após outras mortes acontecem, que "julgam-se" fruto de uma
reação. Se foi não se sabe, mas no outro dia boataria geral...
“Toque de recolher” emitido pela rádio peão. Na escola onde trabalho, do nada, pais que acabaram de trazer os filhos para a
escola voltavam para retirá-los. Motivo: Medo. Cada um que
encostava no balcão contava uma estória sem fundamento, mas com convicção.
Na verdade estavam aterrorizados por boatos e replicavam com sua versão o "diz que disse". Alguns
juravam que tínhamos ligado para buscar a criança e não
acreditavam quando falávamos que ninguém ligou. Não conseguíamos nem linha para nosso serviço de rotina, eram só pais ligando.
Incrível, como o medo
contagia tão velozmente. Seria tão bom que contagio da paz, da
harmonia, da esperança, das atitudes positivas e outros tantos
sentimentos construtivos se dessem na mesma proporção. Mas, o vírus
do medo é poderoso e encobre de sombras a luz da razão.
Como mudar esse clima
em um mundo onde a sombra e luz reagem como opostos, sem perceberem
que são frutos de um mesmo princípio. Luz cria sombra. Sombra
transforma-se em luz. Até um dia só sobrar a luz.
Porém, as sombras
individuais se transformam em uma poderosa sombra coletiva. O constrate individual do bem e mal, do amor e ódio, do mocinho e bandido se embaralha em um sentimento coletivo. Quando somos um ou outro? Quem tem razão nesse
jogo de luz e escuridão que cobre nosso mundo? Quando a reação de
um é igual ao crime do outro e para trazer a paz se usam as mesmas
armas da guerra, o que podemos esperar? A falta da razão. Escuridão.
Pesando nisso, resolvi postar um vídeo que uma amiga enviou e que caberia hoje nessa postagem,
"O Efeito Sombra", baseado no livro de Deepak
Chopra, Marianne Williamson e Debbie Ford. Confesso que não sou
adepta desses livros de auto-ajuda, mas tem muita informação
interessante nesse vídeo.
Na verdade, a Sombra, é
um dos ensinamentos que Carl Jung nos deixou e ultimamente tem sido
muito estudado e trabalhado por vários estudiosos.
Essas Sombras todos
temos, conhecê-las e deixá-las emergir de forma construtiva, poucos
fazem. A maioria as aprisionam, mas elas reagem através de
comportamentos destrutivos. Conhecer
nossas sombras é uma forma de reconhecer nossa luz. Trabalhar esses
sentimentos é encarar nossos medos e seguir com mais confiança
para o desenvolvimento de nossos potenciais humanos.
Não sei se conseguimos
trabalhar essa imensa sombra coletiva, mas na medida que reconhecemos
as nossas, quem sabe colaboramos para limpar essa aura do planeta. Outra forma que acredito é a oração, mas dessa já falei e ainda retornarei ao tema.
Na postagem de ontem
“Otimismo Voluntário” contei sobre uma escolha que fiz, ao não
deixar meu coração congelar em meio ao sofrimento.
Enquanto escrevia
lembrei de um livro que li recentemente: “Escolhas – dirigem seu
presente, redigem seu futuro”.
Hoje é Páscoa, dia
que celebramos o renascimento, um bom momento para falar sobre esse
livro, pois em síntese conta a história de duas pessoas que
optaram por renascer. Escolheram Viver e dar Vida.
O livro foi escrito por
Marisa Mello Mendes, mãe de 30 filhos e um de seus 27 filhos adotivos, Renato Mello.
Ambos, foram vítimas de violência infantil e são exemplos de
pessoas que deram novos significados às suas vidas.
Renato Mello é
considerado o maior caso de sobrevivência a extrema violência na
infância da América Latina. Sua história foi divulgada amplamente
pela mídia e hoje atua como palestrante, conselheiro e voluntário
da instituição Parábola, ao lado de Marisa.
Como diz Marisa Mello,
“Muitas pessoas declaram-se meros atores em um roteiro pré-escrito
da vida. Nesta obra Renato Mello lhe motivará a descobrir-se como
autor de sua própria história, compartilhado suas escolhas. A
emocionante narrativa de sua trajetória de vitórias e superação,
após uma infância de violências além da compreensão e
resistência humana, lhe dará a perspectiva de que aceitar o
possível não é suficiente. Seja encorajado a escolher viver além
das expectativas e projeções pessoais! ….”
Ao contar sua história,
Renato nos leva a várias reflexões sobre nossas vidas e o
mundo no qual vivemos. Em muitos momentos me emocionei profundamente
com sua narrativa, sua dor infantil, física e emocional ao não entender o que lhe acontecia. Sua doçura, mesmo em meio a tanto sofrimento me dava vontade de resgatar aquela criança e ao mesmo tempo pensava: "Ele agora está
aqui escrevendo, nos tocando, porque lá fora outras crianças
estão sendo submetidas a torturas e maus tratos das mais diversas
formas".
Ele faz a sua parte
se dedicando a um trabalho de resgate e conscientização
sobre esse grave problema de nossa sociedade. Fico grata a ele e ao mesmo tempo envergonhada por pouco fazer a respeito.
Porém, mais Grata
ainda, por saber que pessoas como Marisa existem nesse nosso mundo,
acolhendo sementes e cuidando dedicada e delicadamente para fazê-las crescer,
florir e dar frutos.
Como conta no livro,
cada dia é um milagre dando conta de tantas providências, tantos
afazeres, tantas despesas, tantas histórias. Diria que é um milagre
movido pelo amor, essa energia cuja vitória lembramos no dia de hoje. Um
amor tão incondicional que tudo vence, até a morte. Um amor que nos
permite renascer.
Renato e Marisa, meus
queridos semeadores de luz. Minha Gratidão.
Deixo um vídeo com entrevista deles em um Programa de TV.