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sábado, 19 de maio de 2012

Flores são poesias

Só ver e sentir... Nada mais.


Mais um dos poemas em mim.


Passagem

 Para que julgar
o certo,
o errado?

Para que saber
Se estou
Na mão ou contramão
De qualquer coisa chamada vida?

Deixem-me ser.
Apenas,
Ser.

É impossível não pensar?
Mas se o pensar é necessário,
O sentir é imprescindível!

 Quando entro no emaranhado dos conflitos
Minha alma mesmo que se polua
Não se corrompe.
Antes disto me rompe,
Em milhares de pedaços
Espalhados nos limites deste espaço.
Depois, como uma chama os queima,
Deixando-me arder em dor.

 Uma estranha transmutação
Liberando-me para o depois.
Escrito e 1988.


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