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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sobre as Cinco Pessoas Que Você Encontra no Céu


“As cinco pessoas que você encontra no céu”
de Mitch Albom,
Editora sextante.

“Este livro foi escrito para cada um de nós, pois frequentemente nos sentimos frustrados e inúteis – assim como Eddie – por não termos realizado nossos sonhos. Ele nos faz lembrar que vivemos numa ampla teia de ligações e que temos o poder de mudar o destino dos outros com pequenos gestos”.

Diria que é uma fábula dos tempos modernos.

Esses dias, o indiquei para um amigo e bateu aquela vontade de relê-lo.

O indico sempre, quando percebo aquele sentimento de impotência diante da realidade que nos cerca. Existiriam outros textos e livros para indicar sobre isso, mas a simplicidade e ao mesmo tempo profundidade como toca no assunto acabou sendo uma referência.

É que observo em mim e em outros, que ao nos aproximarmos da metade de nossas vidas – levando-se em conta que raros vivem mais de 100 anos – esse sentimento de impotência meio que aumenta.

Algumas novas perguntas surgem. O que posso fazer? Quantos dos meus sonhos ainda podem ser realizados? Ou, quantos dos meus sonhos ainda são meus? O quanto me acomodei? Quanto útil eu fui? Quanto útil sou? Ufa! São perguntas e perguntas e mesmo que não as queiramos, elas nos cercam e se infiltram.

O problema é que não sabendo lidar com elas, caminhamos para o mundo do “se”.

Esse é o mais terrível dos mundos onde nossa mente pode estar. “Se tivesse...?”, “Se eu + um verbo no passado?” .... “Se nós + outro verbo no passado?” ... “Se ela.....?” O mundo do Se é paralisante, porque o tempo não volta, é fato. O que está feito está em algum lugar no universo, só podemos seguir em frente. Viver e fazer no presente, para equilibrar a nossa balança.

O pior é que esse “se” abre várias portas em nossas vidas, deixando entrar a depressão, a insatisfação, o derrotismo, o cansaço, a tortura mental... É uma longa fila de portas.

E abrindo essas portas ele fecha uma outra muito importante, onde podemos ver o tanto que fizemos. É preciso muita vigilância para não deixar isso acontecer.

Viver o agora de uma forma integral, sem culpas e cobranças, em sintonia com o universo que você é, pode ser uma forma sadia de evitar esse sentimento de impotência. Podemos não mudar o passado, mas viver plenamente o presente. Tente. Você terá tempo para perceber o que você realmente é, um ser em plena aprendizagem e crescimento nesse universo, fazendo muito mais do que pensa que faz.

Amei o livro por tratar-se de um alerta no sentido de que Sempre fazemos bem mais do que imaginamos.

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