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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lembrando A Mãe (Mira Alfassa) - Paz, paz sobre a terra


Um dia fui apresentada à Mãe, Mira Alfassa, através de suas obras e nunca mais a deixei.

Viveu por 95 anos, de 1878 à 1973. Deu continuidade ao trabalho de Sri Aurobindo, em Pondicherry, Índia.

Ela nunca acreditou no Deus convencional das religiões ; o Deus interno era o que ela procurava.


Em seus últimos anos , vivenciou e descreveu processos de transformação do corpo físico, descobrindo e experienciando a Consciência Celular e sua abertura e permeação pela consciência mais alta, assim desbravando um caminho para a supramentalização integral do ser .

Toda sua obra é atual, no livros preces e orações encontros trechos que parecem terem sido escrito para hoje.

Não diria que A Mãe estava além do seu tempo, ela vivia o tempo, nós é que ainda não escontramos essa sintonia com o eterno.

Como ela disse: 

"Eu não pertenço à nação alguma, à civilização alguma, à sociedade alguma, à raça alguma, mas ao Divino.

Eu não obedeço à Mestre algum, à soberano algum, à lei alguma, à convenção social alguma, mas ao Divino.

A Ele eu entreguei tudo, a vontade, a vida, o eu; para Ele estou pronta a dar todo o meu sangue, gota por gota, se essa for Sua vontade, com uma alegria total; e a Seu serviço nada poderia ser um sacrifício, pois tudo é perfeita felicidade".
 
Deixo uma de suas orações e o vídeo que fiz com ela.


Paz, paz sobre a terra...

Não a paz de um inconsciente ou de uma inércia auto-satisfeita; não a paz de uma ignorância que não se reconhece e de uma indiferença obscura e pesada; mas a paz da força todo poderosa, paz de uma comunhão perfeita, a paz do despertar integral, do desaparecimento de todo limite e de toda sombra...

Por que se atormentar e sofrer, por que esta luta áspera e esta revolta dolorosa, por que esta violência vã; por que este sono inconsciente e pesado? Despertem sem temor, apazigúem seus conflitos, imponham silêncio a suas disputas, abram seus olhos, seus corações; a Força está aí; ela está aí divinamente pura, luminosa, possante; ela está aí como um amor sem limite, como um poder soberano, como uma realidade sem discussão; como uma paz sem mistura, como uma beatitude sem interrupção, como a Bênção Suprema; ela é a própria existência, as felicidades sem limites do conhecimento infinito... e ela é alguma coisa a mais que ainda não pode ser dita mas que já está agindo nos mundos superiores além do pensamento, como o poder de transfiguração soberana, e também nas profundezas da matéria como a Irresistível Força de Cura.

Escuta, escuta, ó tu que queres saber.

Olha, tu que queres ver, contempla e vive:


A Força está aí.


(A Mãe, Preces e Meditações, p.236)

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